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COLUNISTAS

Vacinar é amar

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Publicado por Gilson Aguiar, 09:44 - 30 de Outubro de 2019

Muitos pais consideram que a vacinação dos filhos não é relevante. Isso começa a se traduzir no números de pessoas vacinadas no Paraná. Entre 2018 a setembro de 2019 ocorreu uma queda na vacinação da poliomielite, de 87,8% para 86,3%. Levando-se em consideração as doses a serem tomadas, o número de aplicações caiu 34,65%.


Em outras doenças a prevenção também está em queda, um dos casos é o Papilomavírus Humano (HPV), uma queda de 18,78%. Lembrando que o número de meninas e meninos na faixa de idade para vacinação que são imunizados é baixo. Em 2018 foram 15,74% da população imunizada, este ano o percentual caiu para 12,78%. Onde está a responsabilidade dos pais?


Se formos considerar os riscos que se expõe as pessoas que não são imunizadas, lembrando que a maioria dos que devem ser protegidos são crianças e adolescentes, vivemos uma irresponsabilidade imensa de quem menos se espera este comportamento. Qual o sentimento que se tem pelos filhos nestes casos?


Não há justificativa para que não se imunize. O poder público tem feito campanhas constantes para garantir a imunização. Em alguns municípios do Estado há a busca da população nos locais que elas frequentam, escolas e casas por exemplo. Instituições como Rotary fazem campanhas para o combate a poliomielite que já são tradicionais. Vão às ruas na busca de conscientizar e imunizar.


Em muitos casos as “lorotas” das redes sociais sobre os riscos da vacinas, contra indicações, associadas a falta de conhecimento e lógica de senso comum ajudam a piorar a situação. Não é fácil combater a desinformação quando ela vem acompanhada de fakes. Se temos epidemias de doenças, há, também, uma impedia de ignorância e falta de responsabilidade com a desinformação.


No final, o sentimento deve ser levado em conta. Se amamos, temos que prevenir. Se queremos preservar a vida de nossos filhos, precisamos imunizar. Se queremos agir de forma madura devemos buscar informação. Amor é cuidar. Pais e responsáveis que não levam suas crianças e adolescentes para serem vacinados estão os expondo a riscos. Além da sua prole, a dos outros.

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