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Natação Paralímpica

Gêmeas maringaenses buscam vagas para Mundial e Parapan

Publicado por Chrystian Iglecias, 13:24 - 19 de Fevereiro de 2019

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Foto: Reprodução/Facebook

As gêmeas maringaenses Beatriz e Débora Carneiro estão lutando por vagas nos Jogos Parapan-Americanos e também no Mundial de Natação Paralímpica de 2019. Com o objetivo de se prepararem para as competições eliminatórias para estes eventos, as irmãs treinaram em Portugal, juntamente com mais 13 atletas e seis profissionais do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). 



"Este ano é muito importante. Para o Mundial e o Parapan, elas precisam atingir índices para obter a pariticipação. Em Portugal, o CPB preparou os atletas com um treinamento de altíssimo nível", afirmou o Pai delas, Eraldo.



A prova que as gêmeas mais dominam são os 100m peito. Para conseguirem as vagas para o Mundial e para o Parapan nesta prova, elas precisam atingir o tempo de 1min21seg87 em competições que acontecerão no mês de abril e maio.


O Mundial acontece no mês de julho, com sede e datas ainda a serem confirmadas - o Comitê Paralímpico Internacional (IPC, em inglês) decidiu tirar a competição da Malásia por causa de riscos à atletas israelenses. O Parapan será em Lima, no Peru, entre 23 de agosto e 1º de setembro.



Beatriz e Débora fazem parte do clube União Metropolitana Paradesportiva de Maringá (UMPM). Beatriz, inclusive, já disputou uma Paralimpíada: a do Rio de Janeiro, em 2016. Débora acabou ficando de fora da competição por causa de um problema na apêndice que a afastou dos treinamentos. Elas disputam na classe S14, para competidores com deficiência intelectual.


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Foto: Reprodução/Facebook

Como são realizadas as provas de natação para pessoas com deficiência?


As adaptações são feitas nas largadas, viradas e chegadas. Os nadadores cegos recebem um aviso do tapper, por meio de um bastão com ponta de espuma quando estão se aproximando das bordas. A largada também pode ser feita na água, no caso de atletas de classes mais baixas, que não conseguem sair do bloco. As baterias são separadas de acordo com o grau e o tipo de deficiência. No Brasil, a modalidade é administrada pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).


No total, o Brasil já conquistou 102 medalhas na natação em Jogos Paralímpicos, sendo 32 de ouro, 34 de prata e 36 de bronze. É a segunda modalidade que mais medalhas deu ao Brasil nas Paralimpíadas, atrás apenas do atletismo (142).

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