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Exposição aborda casos de violência contra população LGBTQI+

Publicado por Redação GMC, 08:17 - 13 de Fevereiro de 2019

Bloco de Imagem

Foto: Divulgação

Abre neste domingo (17) e segue em cartaz até o dia 10 de março no museu anexo ao Teatro Calil Haddad a exposição “Meu corpo > objeto alvo”, que traz fotografias de Camila Dias. O projeto, que é um dos contemplados pelo Prêmio Aniceto Matti 2017, expõe fotos e relatos que abordam o tema da violência física contra a comunidade LGBTQI+ (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transgêneros, queer e intersex).


A ideia do projeto surgiu em 2017, a partir de um episódio de violência gratuita sofrida por um grupo de rapazes homossexuais no Rio de Janeiro no ano de 2010, agredidos por lâmpadas enquanto andavam pela rua.


O ator Leonardo Vinicius Fabiano convidou a fotógrafa Camila Dias para criar um ensaio fotográfico utilizando elementos como sangue cênico e o mesmo modelo de lâmpadas usadas na agressão, além de fazer alusão à violência sofrida pelo próprio ator, que foi esfaqueado ao voltar para casa no ano de 2016. “Levou um ano para que eu tivesse coragem de falar sobre o assunto e traduzi-lo em linguagem artística. Era vergonhoso pra mim e muito dolorido tocar nessa ferida”, conta Fabiano.


O ensaio foi publicado em uma rede social e, a partir da repercussão, decidiram realizar uma exposição. Para isso, convidaram o artista visual Lucas Benatti para assinar o projeto expográfico e Laura Cecilio assina a identidade visual e design gráfico. Participaram do edital da Secretaria de Cultura, no qual foram contemplados e receberam os recursos pra montagem da exposição.


Denúncia


A exposição também terá um catálogo que traz relatos anônimos coletados via internet de outros maringaenses que sofreram violências por sua forma de existir. Com isso, um dos objetivos é denunciar casos que não ganharam destaque na mídia e muitas vezes nem foram registrados como casos de homofobia nas delegacias da cidade.


“A invisibilidade dos casos de agressão contra a comunidade LGBTQI+ é enorme, o que leva a um desconhecimento dos casos e a falta de políticas públicas que abordem soluções preventivas, por falta de recolhimento de dados e informações acerca disso”, comenta a fotógrafa Camila Dias.


“Entendemos que as fotos dizem respeito a uma das letras da sigla LGBTQI+, mas por meio dos relatos e de textos que compõem o catálogo buscamos trazer outras letras para somar ao projeto, entendendo que todos nós somos violentados diariamente, mas a cada uma e cada um é direcionada uma violência específica”, complementa Fabiano.


A exposição se organiza em cinco ambientes, alguns deles interativos, explorando a ideia de dilatação do tempo e formas alternativas de expor uma imagem. “O que Meu Corpo: Objeto Alvo deseja é possibilitar novas e inacabadas inquietações pela visibilidade de corpos-Outros que tencionam e afetam as compreensões rasas de sujeito e objeto de arte a partir do abjeto”, comenta Benatti.


A exposição tem classificação indicativa para acima de 16 anos.


Serviço


Exposição Meu corpo > objeto alvo
Abertura: dia 17 de fevereiro às 19h
Haverá coquetel e música ao vivo com Laura Cecilio
Local: Museu Hélenton Borba Cortes / Teatro Calil Haddad
Período de visitação: de 17 de fevereiro a 10 de março
Funcionamento: de segunda a sexta das 8h às 17h
Classificação: 16 anos
Entrada gratuita.

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