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Maringá

Morte

20 corpos são cremados por mês em Maringá; saiba como funciona

Publicado por Nailena Faian, 08:00 - 25 de Outubro de 2018

Com a proximidade do Dia de Finados, em 2 de novembro, a morte acaba entrando na roda de conversas. Ser enterrado ou cremado é uma das questões discutidas. Com muitos cemitérios lotados, várias famílias optam pela cremação.


O Crematório Angelus de Maringá, do grupo Prever, realiza por mês uma média de 20 cremações. O local existe há sete anos e a procura pelo serviço vem aumentando, diz o gestor operacional da empresa, Cézar Przybysz. De acordo com ele, o processo é ecologicamente correto.


Além da lotação dos cemitérios, o que motiva a procura é o valor da cremação, que acaba saindo mais em conta que o enterro tradicional. Para quem não é associado o custo é de R$ 3 mil mais o valor da urna cinerária, que é o recipiente em que as cinzas são armazenadas.


O valor da urna varia de R$ 260 a R$ 1,6 mil. Existem várias opções, explica o gerente operacional. “Tem as urnas que são peças decorativas que podem ser colocadas em casa, tem as mais simples e também as de mármore. Tem uma urna que é própria para dispensar no mar e ela dissolve quando é jogada na água. Tem outra que vem com uma semente e pode ser plantada que vai nascer uma árvore. Também temos uma parceria com um artista plástico da cidade que mistura a cinza com a tinta e pinta um quadro. Além disso tem a opção de colocar um pouco das cinzas em um pingente de aço cirúrgico”, descreve Cézar.

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Crematório Angelus realizou cerca de 200 cremações neste ano. Foto: Divulgação

Saiba como ocorre a cremação
Após o velório, o caixão é levado para o auditório do crematório. Lá ele é disposto sobre uma mesa elevatória. No ambiente há dois telões onde podem ser expostas fotos e vídeos do falecido.


A cerimônia tem duração média de 30 minutos. Após a família se despedir, a mesa desce e o alçapão é fechado. “É como se o corpo tivesse sido sepultado”, diz Cézar. Em seguida, o caixão é colocado num carrinho e levado para o forno.


O corpo é queimado dentro do caixão. Somente as alças e o vidro do caixão são retirados para que o forno não seja danificado. “Conforme a lei, a cremação só pode ser feita individualmente e o corpo só pode ser cremado 24 horas após o óbito”, explica Cézar.


No caso da religião espírita, por exemplo, o corpo só pode ser cremado 72 horas após o óbito. Também há casos em que a pessoa foi vítima de violência e a cremação só ocorre após autorização judicial. Nesse intervalo de tempo, os corpos ficam em uma câmara fria do crematório.


Dentro do forno automatizado, que tem formato retangular e é a gás de cozinha, chegando a atingir até mil graus, o corpo é cremado. O processo dura de três a quatro horas. “Sobram laguns restos mortais, como o crânio, a bacia, o fêmur, que apenas encolhem. A gente pega os ossos, colocamos numa trituradora e daí vai sair a cinza que é armazenada na urna e entregue aos familiares”, descreve Cézar.


Depois de no máximo dois dias a urna é entregue ao familiar.


Fotos: Divulgação

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