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Maringá

'luta pela cidadania'

Há 15 dias no cargo, nova presidente da OAB defende luta pela mulher

Publicado por Monique Manganaro , 08:35 - 07 de Fevereiro de 2019

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Ana Cláudia Pirajá Bandeira se tornou a primeira mulher a presidir a OAB Maringá em 60 anos. Foto: reprodução/Facebook/OAB Maringá

A busca por uma sociedade mais justa e igualitária e a defesa da mulher são pontos que parecem nortear a gestão que Ana Cláudia Pirajá Bandeira pretende fazer à frente da presidência da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Maringá. Desde que foi criada, há 60 anos, a subseção maringaense nunca tinha tido uma mulher ocupando o mais alto cargo da casa, história que foi alterada no dia 23 do mês passado, quando Ana Cláudia tomou posse.


Graduada e mestre em Direito pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), e também professora da instituição, a advogada se dedicou ao Direito Civil, especificamente na área de saúde, e ao Direito de Família e Sucessões durante toda a vida profissional. Em conversa com o Portal GMC Online, Ana Cláudia destacou a honra em ser escolhida para o cargo.



“Nós, como advogados, temos que saber a importância do nosso papel perante a sociedade na representação dos direitos do cidadão. Para mim, estar à frente da OAB, desenvolvendo projetos, que são projetos para o advogado, mas que eles vão reverter para uma sociedade mais justa, é motivo de muita honra e muito orgulho.”



Entre os projetos que pretende implementar na subseção, a advogada reforçou que vai trabalhar pela mulher advogada.



“Nós temos, sim, reforçado a comissão da mulher advogada, uma comissão especial. É uma comissão que não só a OAB Maringá, mas a OAB Paraná e Brasil, também têm os seus olhos voltados. Nós já começamos, como uma primeira ação, a pensar no mês da mulher e estar ao lado daquelas que precisam da nossa ajuda. A defesa da prerrogativa das mulheres advogadas é uma coisa importantíssima: é fortalecimento da mulher para que ela possa enfrentar essa sociedade e enfrentar o seu trabalho. Nós vamos voltar os nossos olhos não só para essa questão da mulher advogada, mas também para qualquer mulher, em relação ao combate à violência. Nós vamos, sim, focar no que a OAB pode fazer para ajudar essa mulher advogada."



Perguntada sobre o machismo no mercado de trabalho, Ana Cláudia ressaltou que, mesmo presenciando situações em que houve desconforto, nunca se sentiu realmente incomodada.



“[Enfrentei] durante a minha carreira, e tenho certeza absoluta que enfrentarei ainda daqui para frente, momentos em que a gente observa que algumas pessoas tentam fazer certa diferença, um certo machismo, mas isso nunca me afetou. Se perguntar ‘quantas vezes’, nem me recordo. Não me incomoda. Eu sei quem eu sou e acho que a gente tem que estar de bem com a vida, de bem com a sociedade e fazer por merecer. Eu sei que eu tenho, sim, capacidade para estar onde estou e farei o melhor para minha classe. Portanto, se aquela pessoa usar do sinal de machismo para se fazer melhor, infelizmente, o que eu penso é que essa é uma pessoa que precisa aprender muito na vida e talvez seja uma situação de medo da mulher conquistar o seu espaço, da mulher onde ela está, mas isso não me intimida. Eu acho que a mulher tem que levantar a cabeça e estar no seu lugar por merecimento. Eu não preciso usar nada além da minha inteligência emocional e intelectual para estar onde eu estou. E é isso que eu tento e vou tentar fazer para levar a ordem adiante.”


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Foto: reprodução/Facebook/OAB Maringá

Presidindo a OAB há apenas 15 dias, ela disse que as expectativas para os próximos três anos de mandato são altas.



“Eu já venho de uma gestão de excelência. O meu antecessor, Marcelo Costa, foi um excelente gestor, então a gente vem em uma crescente. Logicamente que a minha exigência passa a ser maior. Passa a ser maior por ser mulher – então as pessoas olham para ver se realmente a gente vai cumprir tudo aquilo que prometemos – e também porque nós nos cobramos mais de ter uma gestão de eficiência. Eu tenho que fazer a OAB crescer. Eu tenho que tentar buscar uma sociedade mais justa e, para isso, eu tenho que fortalecer o exercício da advocacia, garantindo as prerrogativas do advogado, garantindo a dignidade do advogado e trabalhar para isso. É lutar pela advocacia. Eu estou lutando pela cidadania. Essa será a nossa expectativa de conseguir entregar, daqui a três anos, a nossa casa já totalmente equipada, com 1.500 advogados a mais. Mas queremos entregar a casa com os advogados novos com sistema de mentoria, preparados para enfrentar a advocacia e, com certeza absoluta, a advocacia fortalecida e valorizada.”


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