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Operação Diplomata

Houve abuso na prisão do oficial do Corpo de Bombeiros, diz advogado

Publicado por Luciana Peña/CBN Maringá, 09:54 - 11 de Abril de 2019

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Foto: Cléber França/GMC Online

A Operação Diplomata, da Corregedoria da Polícia Militar do Paraná, prendeu nesta quarta-feira (10) um tenente do 5º Grupamento de Bombeiros de Maringá. Para defesa, houve abuso na prisão de oficial do Corpo de Bombeiros. Segundo advogado, inquérito policial militar reúne apenas indícios e nenhuma materialidade da acusação.


O tenente Alexandre Ferelli, que era oficial de comunicação do Corpo de Bombeiros de Maringá foi preso acusado de extorquir um engenheiro para liberar um projeto de combate a incêndio.
O valor exigido para a liberação do projeto teria sido de R$ 1.000. A prisão temporária, por cinco dias, foi cumprida no quartel do Corpo de Bombeiros de Maringá juntamente com outros cinco mandados judiciais.


O tenente está preso em Curitiba. Não há nenhuma menção da Operação no site da Corregedoria da Polícia Militar. A assessoria da Corregedoria informou que não vai se pronunciar sobre o assunto e que quem irá falar é a Polícia Militar do Paraná.


A reportagem entrou em contato com a assessoria da PM e aguarda um retorno. O Corpo de Bombeiros de Maringá emitiu uma nota oficial. O documento informa que “no final de 2018 chegaram ao conhecimento dos Bombeiros notícias de possíveis irregularidades correlatas ao fato investigado pelo Inquérito Policial Militar em andamento, mas sem a materialidade devida, contudo tal situação foi comunidade à Corregedoria Geral da PM”.


O advogado Marcelo Ortiz, que defende o tenente Alexandre Ferelli, afirma que não há provas concretas contra seu cliente.


“Nós entendemos que não existe materialidade, apenas indícios, ou apenas alguém fazendo uma afirmação em relação a um fato que criminoso. Foi um tipo de procedimento exagerado. Até porque não se trata de uma pessoa com histórico criminoso, mas sim uma pessoa que sempre trabalhou em prol da sociedade e da comunidade”, afirmou ele, que acredita que houve abuso na prisão do tenente.


“Entendemos que é um abuso por parte da instituição que efetua este tipo de procedimento. Não o Corpo de Bombeiros, mas a Coger (Corregedoria). (..) É garantia constitucional a presunção de inocência. Imagine o prejuízo moral e material que o bombeiro vai ter se for absolvido no final do processo”, completou o advogado.


A reportagem aguarda um posicionamento da Polícia Militar do Paraná. Um texto que teria sido produzido pela Corregedoria da PM circula com mais informações sobre o assunto, mas até o momento a assessoria não confirmou esses detalhes.

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