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Policial

Neguinho

Vigilante da UEM é denunciado por pegar cão que vivia no campus

Publicado por Luciana Peña/CBN Maringá, 17:13 - 23 de Julho de 2019

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Foto: Luciana Peña/CBN Maringá

No campus da Universidade Estadual de Maringá (UEM) vivem dezenas de cães. São animais abandonados no interior da universidade ou que aparecem por lá em busca de comida. Professores e estudantes acabam cuidando dos bichos. E existe uma comunidade de protetores chamada Frida que vai além: consegue castrar, vacinar e doar os cães.


Na semana passada, a história de um desses animais virou caso de polícia. Integrantes da comunidade registraram queixa contra um vigilante porque ele pegou “abruptamente”, segundo a denúncia, o Neguinho, um simpático vira-lata. A polícia começou a investigar o caso.


Um investigador ligou para o vigilante. Álvaro Rúbio também recebeu a visita de dois agentes da Prefeitura que foram verificar a denúncia de maus-tratos. Nesta terça-feira (23) a CBN foi em busca de Neguinho para saber onde e como ele está. Neguinho está na casa de Álvaro. O vigilante nega que tenha maltratado o vira-lata. Pelo contrário, a intenção foi adotar o bichinho, que ganhou uma caminha com cobertores e potes de ração e água só para ele.



"Eu falei pro meu amigo que trabalha junto lá: 'eu vou cuidar desse cachorro porque tá entrando o inverno e vai vir chuva e frio. Vou levar ese cachorro pra casa, acho que vai ficar um pouquinho melhor e mais confortável lá em casa'. Recebi visitas de fiscais da prefeitura. Falaram que tá tudo bem e foram embora", afirmou o vigilante. 



A protetora Negavan Almeida, que criou a comunidade Frida na UEM, diz que a queixa na polícia foi registrada porque o vigilante teria pego o Neguinho sem comunicar ninguém. Ele também não teria se comprometido com as vacinas e os cuidados que se exige de quem adota um cão.



"Os cães vivem livremente, mas são parte de um projeto de extensão desenvolvido na universidade, e eu sou protetora deles, portanto estão sob nossa responsabilidade. Se este cidadão tem interesse em adotar o cãozinho, ele precisa assumir e assinar os termos de responsabilidade", disse Nevagan.



A chefia dos vigilantes da UEM também acompanha o caso. O chefe da vigilância, Francisco Dourado, diz que até imagens foram analisadas para confirmar que o vigilante não pegou o cachorro à força. Ele quer deixar claro que os vigilantes da UEM não maltratam os animais que vivem no campus.

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