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Gonzaga, Daniel e até Karametade: relembre os showmícios em Maringá

Publicado por Nailena Faian, 10:35 - 10 de Janeiro de 2020

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Luiz Gonzaga faz show em Maringá a convite do MDB. Foto: Divulgação

Você se recorda dos showmícios? Era um comício com show que atraía milhares de pessoas. Fez sucesso principalmente a partir da década de 1990, mas chegou ao fim com a reforma eleitoral de 2006, que proibiu essa e outras ações que visavam beneficiar os eleitores em troca de votos.


Em Maringá foram realizados vários showmícios. Só que o evento era bancado apenas pelos candidatos que tinham recursos financeiros, já que não era barato contratar artistas de renome nacional.


Nomes como Luiz Gonzaga e Celly Campello se apresentaram em Maringá, conforme lembra o historiador Reginaldo Dias.

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Foto: Divulgação


"Em 1976, o candidato a prefeito João Paulino Vieira Filho trouxe a Celly Campello. Na época ela vivia uma fase de sucesso, era uma das principais atrações do país por causa da novela Estúpido Cupido”, recorda.


“A gente tem que pensar como eram as campanhas eleitorais daquele período, que eram baseadas em propagandas na televisão e no rádio. Então, os showmícios eram realizados com entrada franca para atrair um público maior. Mas, muitas vezes, as pessoas só iam para ouvir o artista famoso e não o candidato à eleição”, lembra o cientista político Tiago Valenciano.



Quem também se apresentou em Maringá foi o conjunto Karametade, a dupla Rio Negro e Solimões, além do cantor Daniel. Ambos foram trazidos pelo candidato a prefeito pelo PMDB, Silvio Name Junior. Ele acreditava que era preciso muita propaganda para que um nome novo vencesse as eleições. Por isso investiu pesado em nomes famosos da música popular, de olho na eleição para prefeito realizada em 2000.


Brizola e Engenheiros do Hawaii


Aumentando a lista de atrações nacionais em showmícios para os maringaenses, o projeto Maringá Histórica, coordenado por Miguel Fernando, publicou em suas redes sociais, o registro do comício de Leonel Brizola realizado em 1989 na praça Farroupilha, no Jardim Alvorada. Pelo PDT, ele concorreu naquele ano para a Presidência da República e trouxe como atração Engenheiros do Hawaii.

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Foto: Acervo/Maringá Histórica

De acordo com o cientista político Tiago Valenciano, tanto nas campanhas eleitorais nacionais quanto nas municipais os showmícios estavam presentes. Ganharam bastante força nas eleições de 1994, 1996 e 2004.



“Os candidatos disputavam os artistas. Em Maringá houve disputa entre candidatos para ver quem traria os principais artistas da época”, diz Valenciano.



Ele lembra que havia uma lenda que dizia que a eleição estava ganha conquistando os eleitores do Jardim Alvorada, já que era o bairro mais populoso. Com isso, muitos showmícios eram realizados no local, especialmente na praça Farroupilha", diz.


Fim da "era dos shows"


Em 2006, a reforma eleitoral proibiu a realização de eventos artísticos durante as eleições.


“Isso aconteceu para baratear o custo das campanhas eleitorais no Brasil, já que estavam ficando caras demais. Um cachê de artista era cerca de R$ 50 mil e mais toda a estrutura do show tornava o evento muito caro. E também foi uma maneira de dar oportunidade para outros candidatos que não podiam investir nos showmícios”, justifica Valenciano.



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Foto da capa: Reprodução

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