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24 de abril de 2024

Apagão educacional e cegueira social


Por Gilson Aguiar Publicado 26/05/2020 às 11h07 Atualizado 22/02/2023 às 23h29
 Tempo de leitura estimado: 00:00

Creches que tem vagas compradas pela prefeitura não estão recebendo do município. Em uma delas, com mais de 70 vagas adquiridas pelo município, a falta de pagamento pode significar demissões. Até agora, as creches particulares estão conseguindo manter os alunos, mas já planejam reduções.
As escolas alegam que continuam trabalhando, mesmo não tendo a presença das crianças nas escolas. Atividades são desenvolvidas e produzidas, desde vídeos, materiais direcionados a pais e alunos e atendimento a distância.

As dificuldades que se tem com a educação pública neste período de pandemia não se resume às pré-escolas. Avança ainda mais sobre o ensino fundamental e médio. O primeiro responsabilidade do município e o segundo do Estado. A educação para grande parte de crianças e adolescentes do país parou. Há um prejuízo imenso.

A educação pública estadual já convivia com as greves constantes que remontavam calendários. Sem entrar no mérito dos movimentos dos professores por melhores salários e condições de trabalho. A fragilidade da produção de conteúdo sempre foi demonstrada em avaliações que a educação brasileira sofre, até mesmo por organismos internacionais.

O país sempre necessitou de uma melhora significativa na formação de sua população. É perceptível o quanto a falta de informação condena os brasileiros a uma visão imediatista e limitada da realidade. A fragilidade de conhecimento sobre os problemas que os afetam com mais profundidade e intensidade. Condição que a educação tem papel central.

A educação básica é primordial. Não pensem que uma creche é apenas um depósito de crianças, um passatempo e ocupação enquanto os pais estão em suas atividades profissionais. Uma forma de liberar as pessoas para poderem sustentar os filhos. Ela pode ser crucial para o desenvolvimento cognitivo e saúde física. Um bom começo na formação de uma pessoa.

Parece que a educação tende a ser uma das primeiras coisas que morre quando somos ameaçados por uma pandemia. Ela fica debilitada, propagada o desconhecimento, cria um campo fértil para a mentira e aos poucos vai disseminando seu principal sintoma e efeito, a cegueira.

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