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27 de setembro de 2024

Obrigatoriedade é a palavra mágica do PL sobre igualdade salarial, diz Lula


Por Agência Estado Publicado 08/03/2023 às 13h19
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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou nesta quarta-feira que a palavra mágica do projeto de lei assinado neste dia 8 de março, que estabelece igualdade salarial entre homens e mulheres que exerçam a mesma função no trabalho, é a “obrigatoriedade” para que ninguém ganhe menos pelo fato de ser mulher. “Vai ter muita gente que não vai querer pagar, mas por isso a Justiça tem que funcionar para obrigar o empresário a pagar”, disse Lula durante evento realizado no Palácio do Planalto em comemoração ao Dia da Mulher.

Ele anunciou um pacote de medidas focadas no público feminino como forma de “colocar fim à barbárie”.

O PL é um compromisso assumido durante a campanha eleitoral presidencial. A medida foi, inclusive, uma das condicionantes determinantes para que a então candidata Simone Tebet apoiasse Lula no segundo turno contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Lula afirmou que aceitar que a mulher ganhe menos que o homem significa perpetuar uma violência histórica contra o público feminino. Ele defendeu a igualdade de gênero e, em comparação com a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, disse que é necessário o respeito às mulheres “que faltou no governo anterior”.

“Comemorando (8 de março) com o respeito que elas exigem, respeito em todos os espaços (…) Respeito que lutamos para construir quando governamos este País. Respeito que faltou no governo anterior quando optou pela destruição de políticas públicas, cortou recursos orçamentários essenciais”, disse ele durante o evento.

O presidente afirmou que Bolsonaro estimulou de forma velada violência contra o público feminino e que, hoje, estatísticas mostram que todos os dias três brasileiras são assassinadas pelo simples fato de serem mulheres. “Houve um tempo em que o 8 de março era comemorado com distribuição de flores para mulheres, enquanto os outros 364 dos dias do ano eram marcados pelo machismo e violência”, avaliou.

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