A ADRM Maringá fez história e se classificou aos playoffs da Liga de Basquete Feminino (LBF) pela primeira vez. A vaga foi confirmada no último domingo, 7, após a penúltima semana de jogos da primeira fase.
Mesmo com a derrota para o Santo André fora de casa, por 72 a 54, o Maringá garantiu a oitava colocação, com 21 pontos, e ficou com a última vaga do mata-mata. O time brigava pela classificação com Sport e Salvador, que não avançaram.
O time baiano é lanterna e ainda tem um jogo a disputar, mas com 18 pontos ganhos não consegue atingir os 21 já conquistados pelo Maringá. O Sport, nono colocado, finalizou sua participação com a mesma pontuação da equipe maringaense, mas perdeu no saldo de pontos (-226 x -317).
— São equipes que vêm com um investimento maior que o nosso, bem maior que o nosso, e nós
conseguimos ter êxito. Para nós foi um feito muito bom pela quantidade de jogadores, por conta das lesões. Quando eu estava com a equipe completa, a gente estava fazendo um jogo bastante competitivo. Foram jogos bem interessantes que nós realizamos. Aí começou a vir as lesões. Nós estamos com três jogadores titulares que estão lesionados de joelho. Então, isso acaba complicando mais a situação de uma equipe, porque a gente não tem troca. Pela falta de recurso, quando uma jogadora se lesiona, a gente não tem condições financeiras para trazer outra e tem que jogar com o que tem — explicou o técnico da ADRM, Rafael Oliveira.
Há cerca de dois meses, a equipe enfrenta as ausências da armadora Maristela e das alas-pivôs Ana Karine e Jennifer, com lesões no joelho. Além disso, a pivô Renata também está fora por uma lesão no ombro.
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O Maringá disputou 18 partidas na primeira fase, com três vitórias e 15 derrotas. Os triunfos foram justamente contra Salvador (duas) e Sport. Ao todo, a ADRM fez 1.032 pontos e sofreu outros 1.258.
Em sua segunda participação na competição, a ADRM venceu mais de uma partida pela primeira vez. Na temporada passada, a equipe superou o Blumenau na estreia, mas somou 19 derrotas na sequência e ficou na última colocação.
— Quando nós iniciamos o projeto ano passado, o projeto era de superação, a gente melhorar cada vez mais. Montamos uma equipe com algumas jogadoras experientes. Trouxemos três jogadoras mais caras e não tivemos êxitos. E esse ano, nós viemos com uma equipe mais nova, meninas que querem ganhar espaço. E o nosso objetivo, quando nós montamos a equipe, era classificação para o playoff.
E nós conseguimos, com muita dificuldade, mas não foi fácil. A equipe teve muitos altos e baixos devido à pouca idade também — revelou Rafael.
Para o treinador, a diferença de idade dos elencos foi o principal fator para alcançar a classificação. Jovens, as atletas têm muita motivação para mostrar o seu talento, além da vitalidade para competir com intensidade.
— Trabalhar com atletas mais jovens é um desafio. Eles têm mais sede, têm mais fome de querer buscar algo mais. A grande maioria nunca tinha jogado a LBF. Então, são experiências novas e você consegue trabalhar um jogo de mais intensidade. Acho que essa é a palavra, a intensidade do nosso time é maior. Hoje somos respeitados no cenário nacional, porque sabem que as meninas vão correr muito. Elas correm, elas atacam rápido, elas marcam forte — disse Rafael.
Próxima fase
A LBF continua com os playoffs, na fase de quartas de final. Além do Maringá, se classificaram Sampaio Basquete, Campinas, Sesi Araraquara, Cerrado, Santo André e Sodiê Mesquita. As colocações finais de todos os oito classificados ainda serão definidas com as últimas partidas da primeira fase a serem disputadas, mas o Sampaio Basquete já garantiu a liderança, atualmente com 33 pontos.
Assim, a equipe maranhense será a adversária da ADRM Maringá nas quartas de final. O Sampaio é o segundo maior campeão da LBF, com três títulos, o último em 2022. A equipe ainda foi vice-campeã em outras quatro edições, incluindo as três últimas temporadas, todas perdidas diante do Sesi Araraquara.
As quartas de final são disputadas em série de melhor de três jogos e tem data prevista de início na próxima semana.
— O jogo contra o Sampaio é um jogo bem difícil. Elas perderam só uma partida durante a competição e elas se renovaram mais ainda. É um elenco muito acima da média de qualidade técnica. O nosso objetivo é evolução. Nós temos dois ou três jogos nos playoffs. Nosso objetivo é ser competitivo contra a equipe do Sampaio. Falar que vai ganhar, podemos ganhar, sim, basquete pode ganhar. Só que sabemos que é difícil, principalmente por conta das lesões que nós temos. A nossa expectativa é fazer bons jogos contra essa equipe agora, porque nesse final do mês já começa o Campeonato Paranaense, onde nós temos chance de ganhar de novo — avaliou o treinador da ADRM.