Depois de perder o vôlei feminino para Londrina, Maringá esteve perto de ganhar um representante na elite do vôlei masculino brasileiro. O município chegou a ser sondado para receber o Norde Vôlei, equipe de Fortaleza (CE) idealizada pelo campeão olímpico Marcelo Negrão.
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A informação foi confirmada ao Portal GMC Online por uma fonte próxima ao ex-jogador, que participou das conversas preliminares para avaliar a possibilidade de transferir a equipe para Maringá na temporada 2026/27 da Superliga Masculina. Segundo a fonte, o interesse inicial partiu do próprio Marcelo Negrão, motivado principalmente pela logística da competição e pelos desafios financeiros enfrentados no Nordeste.
“O primeiro interesse foi dele, perguntando se existia possibilidade de vir para Maringá”, afirmou a fonte ao GMC Online.
Interesse de Marcelo Negrão em Maringá
A equipe do Norde Vôlei conquistou o acesso à elite do voleibol nacional nesta temporada. Porém, subir da Superliga B para a Superliga A elevou drasticamente os custos do projeto esportivo.
Além da necessidade de ampliar patrocinadores, o clube enfrentava um obstáculo considerado estratégico: o desgaste com deslocamentos constantes. Atualmente sediado em Fortaleza, o time precisa percorrer grandes distâncias para enfrentar adversários do Sul e Sudeste do país, principal eixo da competição.
“Superliga B é um valor, Superliga A é outro valor. O investimento aumenta muito. E, por estar no Nordeste, o deslocamento é muito grande, o atleta cansa muito, porque cada dois ou três dias está jogando”, explicou a fonte.
Nesse cenário, Maringá passou a ser vista como uma alternativa interessante pela posição geográfica e pela tradição esportiva da cidade no voleibol.
Contato com Prefeitura e setor empresarial
Após o primeiro contato de Marcelo Negrão, a fonte procurou informalmente representantes da Secretaria de Esportes de Maringá e também integrantes da Sociedade Eticamente Responsável (Sim), entidade que reúne empresários locais.
A intenção inicial era entender se existiria viabilidade para construção de um projeto esportivo capaz de sustentar a equipe na cidade. “Houve interesse. O problema foi o prazo”, resumiu.
De acordo com a apuração do GMC Online, Marcelo Negrão precisava definir rapidamente junto à Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) o município onde o clube disputaria a Superliga. O prazo final para inscrição da equipe termina no próximo dia 16. Enquanto isso, empresários ligados ao projeto esportivo já pressionavam pela definição sobre a permanência do clube em Fortaleza ou eventual mudança para outra cidade.
Custo milionário inviabilizou avanço
O principal entrave para o avanço das negociações foi financeiro. Segundo a fonte ouvida pelo GMC Online, o investimento necessário para manter um time competitivo na Superliga Masculina gira em torno de R$ 5 milhões.
A situação se tornou ainda mais delicada pelo curto espaço de tempo para mobilização do poder público e do empresariado. Nos bastidores, houve entendimento de que, caso houvesse um prazo maior, algo em torno de 30 dias, as tratativas poderiam ter avançado. A avaliação ocorre justamente semanas após Maringá perder sua equipe feminina da Superliga para Londrina, em uma negociação marcada pela falta de recursos.
Maringá perdeu vôlei feminino para Londrina
No último dia 22 de maio, a Associação Maringaense de Vôlei oficializou a mudança para Londrina após meses de indefinição sobre apoio financeiro. Na cidade vizinha, a equipe conseguiu formalizar parceria com a prefeitura no valor de R$ 800 mil, por meio do Fundo Especial de Incentivo a Projetos Esportivos (Feipe). O acordo prevê suporte por duas temporadas da Superliga.
Projeto segue no Ceará, mas futuro não está descartado
Para a temporada 2026/27, o Norde Vôlei permanecerá em Fortaleza. Marcelo Negrão conseguiu avançar na busca por patrocinadores e manterá o investimento estimado entre R$ 6 milhões e R$ 7 milhões para a disputa da Superliga.
Apesar disso, a possibilidade de Maringá receber uma equipe masculina no futuro não está descartada. Segundo a fonte, houve sinalização positiva nas conversas iniciais e até mesmo interesse de representantes locais em amadurecer a ideia para os próximos anos.