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Sibipiruna ‘pinta’ a cidade de amarelo e ‘cola’ o pé do maringaense

Andando pelas ruas de Maringá você já deve, alguma vez, ter ficado com os pés “colados” nas flores amarelas das Sibipirunas espalhadas pelo chão.

As Sibipirunas espalham beleza e dão uma cor diferente à cidade, ao mesmo tempo em que garantem sombra e geram dor de cabeça para os moradores e comerciantes, que muitas vezes não dão conta de varrer tantas flores grudadas na resina da árvore. Donos de carro são outros que reclamam da resina, sob o capô e para-brisa.

E olha que não são poucas. As Sibipirunas são as árvores que predominam em Maringá. Segundo o Plano de Gestão da Arborização Urbana (PGAU), são 17.538 unidades espalhadas pela área urbana do município.

Trafegando pelas ruas da cidade, nota-se o “tapete” amarelo que as flores formam. A Sibipiruna perde parcialmente sua folhagem durante o inverno e de setembro a novembro, na primavera, ocorre a floração. 

Toneladas de folhas

Além das Sibipirunas, a cidade acumula muitas flores e folhas espalhadas pelas vias e calçadas em razão da grande quantidade de árvores. São mais de 123 mil árvores na área urbana.

Segundo a Secretaria Municipal de Serviços Públicos (Semusp), de junho a setembro são os meses em que há mais queda de folhas em Maringá, aumentando o trabalho de varredura em 100%.

Nesta época as varreduras pelas vias, canteiros, centros esportivos, praças e determinados bairros enchem, diariamente, de 18 a 20 caminhões.

Cada um dos caminhões tem capacidade para até oito toneladas, portanto se consideramos 18 caminhões, são 144 toneladas de folhas e flores recolhidas em apenas um dia. No mês, são mais de 4 mil toneladas.

Dessas varreduras, cerca de três caminhões são enchidos com folhas recolhidas em bairros por meio de pedidos de moradores feitos pelo 156. Na maioria dos casos são as folhas gigantes das árvores Sete-Copas.

São cerca de 60 servidores que trabalham na varredura da cidade. Mas só o trabalho manual não dá conta. Cinco varredeiras mecânicas agilizam o trabalho.

Segundo a Semusp, de fevereiro até o começo de junho diminui a queda das folhas e a intensidade do trabalho também. Neste período são enchidos cerca de oito caminhões diariamente, aproximadamente 64 toneladas.

 

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