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Manifestantes fazem passeata e bloqueiam ruas e avenidas em Maringá

Centenas de manifestantes iniciaram no fim da tarde desta quarta-feira (15) uma caminhada por ruas e avenidas de Maringá. O trânsito foi bloqueado, inclusive na Avenida Colombo, onde o fluxo de veículos ficou impedido durante cerca de 15 minutos. O ato faz parte da paralisação nacional da educação contra os cortes anunciados pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub.

As ações do governo federal envolvem congelamento no orçamento e de bolsas da pós-graduação das universidades, além de corte de repasses. Contra essas medidas, alunos e professores da UEM e também de outras instituições se concentrou em frente à Biblioteca Central da Universidade Estadual de Maringá (UEM).

Maria Clara Santos, acadêmica do curso de Psicologia da UEM, diz que os estudantes “estão indignados com a atual situação da Universidade Estadual de Maringá”. “Desde o governo Richa não são lançados concursos públicos. Então a gente está com falta de professores. Além disso, cortes anualmente estão sendo feitos em relação à verba da universidade”, disse ela, contente com a adesão à manifestação.

“Estamos muito satisfeitos com a participação estudantil. Esperamos que isso continue além do dia 15. Esse é um trabalho árduo e contínuo de mobilização contra esse governo (do Bolsonaro)”, completou.

Bárbara Quirino, doutoranda em Ecologia na UEM, também participou do ato. Ela segurava um cartaz escrito: “Que tal começar cortando 30% da verba para políticos?”.

“Dizem que o país está quebrado. Que são necessários cortes. Então, por que não começar cortando deles (políticos) e não da população, principalmente na educação?”.

Na sequência, os manifestantes caminharam em direção ao Portão 9 (Rua 10 de Maio), passaram pela Colombo e seguiram até a Avenida Herval. Depois, eles retornaram à universidade pela Rua Professor Lauro Eduardo Werneck (prolongamento da Avenida Duque de Caxias).

A Polícia Militar disse que acompanhou a manifestação. Até 18h40 nenhuma ocorrência havia sido registrada. Segundo a PM, cerca de 1.500 pessoas participaram do ato.

Às 19h30, no Auditório 29 de Abril (Bloco I-12 da UEM), está marcada uma mesa-redonda sobre a “Contrarreforma da Previdência”.

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