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Moradores querem a reabertura de padarias e açougues nos bairros

Publicado por Fábio Guillen, 08:16 - 25 de março de 2020

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Padaria do Jardim Universo em Maringá de portas fechadas para os clientes - Foto: Fábio Guillen

Moradores dos bairros de Maringá querem a reabertura dos pequenos comércios como padarias e açougues como forma de opção de compra e redução de filas em grandes supermercados.


É nítido que as grandes redes não estão dando conta de atender os clientes e que ainda estão gerando aglomerações nas filas. A consultora imobiliária Márcia Lau, moradora do Jardim Universo em Maringá, disse que não quer mais se expor em filas na área central.



“A gente tem uma padaria aqui no bairro, por exemplo, que está fechada. Eu poderia comprar alguns itens aqui no meu bairro, mas preciso pegar o carro e ficar horas numa fila de mercado me expondo ao vírus. Isso está errado. Fragmenta o atendimento das padarias e açougues então”, questionou a consultora.



O vendedor Saulo das Neves, também morador do Jardim Universo, tem uma opinião parecida com a da Márcia. Ele não quer ficar na fila do supermercado. “A gente corre muito risco lá porque os grandes supermercados estão abarrotados de gente. Não concordo em fechar a padaria do bairro sendo que a gente poderia comprar tudo aqui de forma rápida, sem aglomeração”, acrescentou.


Os comerciantes também fizeram o mesmo questionamento ao prefeito de Maringá, Ulisses Maia, que assinou o decreto na última semana proibindo a abertura de açougues e padarias. O comerciante Ygor Cordeiro, dono de uma padaria no Jardim Universo, disse que o prefeito poderia rever o decreto.



“Não tem muita lógica. A gente poderia atender de dois em dois, de três em três clientes sem expor ninguém ao risco. Do jeito que está é mais perigoso. Tem muita gente nos mercados”, comentou o comerciante.



Roni Toral é dono de uma padaria no Jardim Novo Horizonte, em Maringá. Segundo ele, os clientes chegam a toda hora na porta da padaria pedindo para abrir o comércio. “Nós temos clientes idosos que chegam aqui e querem ser atendidos. Eles não querem ir para as filas, mas eu não posso fazer nada. É uma pena. Isso tinha que ser revisto”, questionou o empresário.


Prefeito disse que não vai rever decreto


O jornalismo do Grupo Maringá de Comunicação (GMC) procurou o prefeito de Maringá, Ulisses Maia, e levou os questionamentos dos comerciantes e moradores dos bairros. O prefeito disse, em entrevista exclusiva à CBN, que não vai voltar atrás.



“Nós temos que diminuir a circulação de pessoas. São 485 padarias inscritas na prefeitura. São pontos onde as pessoas vão circular. O alimento que tem na padaria tem no mercado e o mercado tem mais estrutura. E não é para ir no mercado toda hora também. A lógica é fechar tudo. Nós só não fechamos os mercados porque se não as pessoas ficarão sem alimentos. Precisamos ter uma posição dura”, disse Ulisses Maia em entrevista à jornalista Luciana Peña.



O decreto do governador Ratinho Júnior não obrigada o fechamento de padarias e nem de açougues. Em Londrina, por exemplo, os açougues e padarias estão funcionando normalmente e sem aglomerações. Sobre esse assunto o prefeito disse que não vai abrir nenhuma exceção.



“Nós não voltamos atrás. O decreto está em vigor desde sexta-feira e nós temos que restringir cada vez mais. Não podemos abrir exceções. Com todo respeito aos governadores mas se nós fossemos esperar os governos tomarem as medidas eu não teria feito o que fizemos em Maringá”, disse Maia.


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