Raio-X do trânsito de Maringá: Veja as vias e cruzamentos mais perigosos e os radares com maior volume de multas

O trânsito de Maringá registrou 2.886 acidentes, 14 mortes e 736 feridos entre janeiro e 21 de maio de 2026, segundo dados oficiais do município levantados pelo GMC Online na plataforma +Vida, lançada durante a Expoingá. O levantamento revela ainda quais são as avenidas mais perigosas da cidade, os cruzamentos com maior número de colisões e os pontos com maior incidência de infrações registradas por radares.
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Os dados apontam que o período mais crítico para acidentes ocorre às segundas-feiras, entre 7h e 8h da manhã, justamente no horário de maior fluxo de veículos e deslocamento para o trabalho e escolas. A análise feita pelo GMC Online mostra que a Avenida Colombo lidera o ranking de vias com maior número de acidentes em Maringá, acumulando 179 ocorrências no período analisado. Em seguida aparecem a PR-317, com 144 acidentes, o Contorno Sul, com 116 registros, a Avenida Brasil, com 96 ocorrências, e a Avenida São Paulo, com 90 acidentes.
Vias com mais acidentes em Maringá
O levantamento da plataforma Mais Vida mostra concentração de ocorrências em corredores viários de grande fluxo, utilizados diariamente por milhares de motoristas.
Confira o ranking das vias mais críticas:
- Avenida Colombo — 179 acidentes
- PR-317 — 144 acidentes
- Contorno Sul — 116 acidentes
- Avenida Brasil — 96 acidentes
- Avenida São Paulo — 90 acidentes
Além das vias mais movimentadas, a plataforma também identificou os cruzamentos considerados mais perigosos da cidade.

Cruzamentos mais críticos de Maringá
Entre janeiro e 21 de maio de 2026, o cruzamento da Avenida Horácio Raccanello Filho com a Avenida Pedro Taques registrou o maior número de ocorrências, com 11 acidentes.
Na sequência aparecem:
- Avenida JK com Avenida São Paulo — 10 acidentes
- Avenida Colombo com Avenida Pedro Taques — 9 acidentes
- Avenida Duque de Caxias com Avenida XV de Novembro — 7 acidentes
- Avenida Doutor Luiz Teixeira Mendes com Avenida Euclides da Cunha — 7 acidentes
Os números ajudam a explicar por que determinados pontos da cidade frequentemente concentram operações de fiscalização e orientação de trânsito.

Radares registram maior volume de infrações em pontos específicos
Os equipamentos com maior número de infrações registradas estão concentrados principalmente no Contorno Sul. Os três radares que mais flagraram irregularidades são os instalados nos pontos nº 5420, nº 1842 e nº 5128. Outro equipamento que aparece entre os líderes fica na Avenida Colombo, no km 180 + 800 metros.

Para a Secretaria de Mobilidade Urbana, os dados servem como ferramenta para direcionar o trabalho operacional e definir os locais prioritários de fiscalização.
Em entrevista ao GMC Online, o secretário de Mobilidade Urbana de Maringá explicou que a plataforma Mais Vida permite integrar dados antes dispersos entre diferentes órgãos, criando um sistema de inteligência para o trânsito da cidade. Segundo ele, o município passou a utilizar um “mapa de calor” dos acidentes, reunindo informações sobre colisões, atropelamentos, feridos, mortes, denúncias do 156 e registros de infrações. Com isso, a Secretaria consegue direcionar agentes para os locais de maior risco.
“Com base nos dados estatísticos, nós vamos monitorando quinzenalmente e atuando nos cruzamentos com maior número de riscos. Esses dados mostram onde precisamos colocar nosso efetivo”, afirmou o secretário. De acordo com ele, ações como a Operação Cruzamento e a Operação Faixa de Pedestres passaram a ser reforçadas justamente nos pontos onde os indicadores apontam aumento no risco de acidentes ou desrespeito às normas de trânsito.
Fiscalização reduz acidentes
Ainda segundo o secretário, a intensificação das operações de trânsito no primeiro trimestre de 2026 já apresentou resultados. A Secretaria de Mobilidade Urbana afirma ter registrado queda no número de mortes, feridos graves e atropelamentos, além de uma redução da gravidade dos acidentes, embora o total de ocorrências tenha permanecido relativamente estável.
A pasta também identificou um comportamento considerado preocupante: uma pequena parcela de motoristas concentra boa parte das infrações e sinistros no trânsito de Maringá. Segundo a Semob, cerca de 5% dos condutores representam aproximadamente 35% das infrações e acidentes registrados na cidade.
O secretário revelou ainda casos extremos identificados pela fiscalização, como o de uma motocicleta com 846 infrações registradas e de um motorista que possuía 90 autos de infração, sendo 50 por excesso de velocidade e 40 por avanço de sinal vermelho e se envolveu em um acidente fatal ocorrido há cerca de três a quatro meses. “Estamos fazendo uma busca ativa aos autoinfratores. Muitas dessas pessoas já estão praticando crimes de trânsito e, em alguns casos, envolvidas até em outros crimes”, afirmou.
