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Transporte, educação… Veja quem vai aderir à paralisação em Maringá

Batizada de dia de “greve geral”, esta sexta-feira (14) será de protestos em todo o Brasil. Em Maringá, sindicatos de trabalhadores na área de transportes e educação estão entre os que confirmaram que vão parar.

A paralisação, de caráter nacional, foi convocada em 1º de maio pelas centrais sindicais. Entre elas estão a União Geral dos Trabalhadores (UGT), Central Única dos Trabalhadores (CUT) e Força Sindical.

Os atos têm como principal objetivo, protestar contra a proposta de reforma da Previdência, em tramitação na Câmara dos Deputados.

Os motoristas do transporte coletivo vão aderir à greve geral. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Veículos Rodoviários de Maringá (Sinttromar), a paralisação vai ocorrer a partir das 8h e permanece até ao meio-dia.

Os ônibus vão sair da garagem da Transporte Coletivo Cidade Canção (TCCC) ainda pela madrugada e seguir em direção ao centro,

O sindicato ainda não sabe se pelo menos 30% das linhas vão funcionar, como prevê a lei que regulamenta a greve em Maringá.

A diretoria do Sinttromar informou que o Tribunal Regional do Trabalho foi consultado e ainda não deu resposta.

“É provável que os ônibus saiam da garagem e rodem dos bairros até o centro. Não tem como determinar quais linhas serão afetadas até porque não há um retorno do Tribunal Regional do Trabalho (para saber se uma porcentagem dos ônibus deverá rodar)”, disse Ronaldo José da Silva, presidente do Sinttromar.

Em nota, o sindicato notificou a população que a paralisação dos motoristas não será restrita ao transporte urbano, mas, que se estenderá aos transportes metropolitano e intermunicipais de Maringá e região. Nesse sentido, além da TCCC, também vão aderir à paralisação os motoristas da Cidade Verde Transporte Rodoviário e Viação Garcia.

A recomendação aos usuários do transporte coletivo é a de se preparar: usar o próprio veículo no dia, ou transporte alternativo: táxi ou aplicativos. 

Outras categorias

Nesta semana, após assembleia na manhã desta segunda-feira (10), os servidores da Universidade Estadual de Maringá (UEM) decidiram, por unanimidade, também aderir à paralisação. A Seção Sindical dos Docentes da UEM (Sesduem) também aprova e vai aderir à greve.

De acordo com a assessoria de imprensa do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino de Ensino de Maringá (Sinteemar), durante a reunião, os servidores definiram, ainda, que na próxima terça (18) outra assembleia vai discutir uma greve geral da UEM, por tempo indeterminado.

“Essa greve será em defesa da recomposição salarial da categoria, que está há quatro anos com os salários defasados em mais de 17%. Em linhas gerais, significa dizer que as perdas dos servidores do Executivo já chegam a 2,27 salários por ano”, explicou o sindicato.

Para a paralisação desta sexta, apesar da adesão por parte dos servidores da instituição, a reitoria vai manter o calendário acadêmico.

“A questão da paralisação é uma decisão sindical que a universidade respeita. Bem como a decisão pessoal de cada servidor em aderir. No entanto, o calendário acadêmico será mantido”, garante a UEM.

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Maringá (Sismmar) e o núcleo regional do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública no Paraná (APP-Sindicato) são duas categorias que também apoiam a greve geral e vão paralisar.

Nas ruas

Os trabalhadores em greve organizam uma passeata pelo centro de Maringá. Os apoiadores da greve vão às ruas protestar e entregar panfletos explicativos à população, mostrando os objetivos da paralisação e as reivindicações das categorias.

A concentração está marcada para às 8h, na Praça Raposo Tavares.

Não paralisam

O Sindicato dos Caminhoneiros de Maringá e Região (Sindicam) foi consultado pela reportagem e informou que a categoria não deve apoiar o movimento.

Já o Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen) informou que, após assembleia, os agentes decidiram que participarão dos atos, mas sem aderirem à paralisação.

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