Estudantes em greve ocupam prédio administrativo da Unicamp


Por Agência Estado

Em greve geral desde 18 de maio, estudantes da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) ocuparam na noite de segunda-feira, 8, o prédio da Diretoria Geral da Administração (DGA), órgão responsável pela gestão das atividades administrativas da instituição.

Em nota, o Diretório Central Estudantil da Unicamp (DCE) afirmou que a Reitoria da universidade enviou e-mails “que tentavam chantagear” a mobilização estudantil e “impor o fim da greve”, sem novas negociações e sem formalizar as propostas já discutidas.

“Em resposta, o movimento estudantil decidiu por ocupar a DGA da Unicamp, órgão responsável pelas principais decisões político-administrativas da universidade, para deixar claro que não aceitamos ameaças, tampouco aceitaremos o encerramento das negociações de maneira unilateral”, afirmou o DCE.

A Reitoria da universidade, por sua vez, lamentou o caso e afirmou que a ação prejudica o andamento de serviços essenciais, como o abastecimento da área da saúde, a liberação de salários, bolsas e auxílios estudantis, o processamento de pagamentos, compras e contratos, o funcionamento dos restaurantes universitários e a importação de insumos para pesquisa científica.

“A Reitoria reitera que mantém um canal aberto, permanente e transparente de diálogo com os diferentes segmentos da comunidade universitária, o que inclui estudantes, docentes e servidores técnico-administrativos”, disse a gestão em nota.

“Ações de força vão contra os princípios democráticos, o respeito mútuo e a busca pelo entendimento que devem pautar a vida acadêmica”, afirmou.

Segundo o DCE, pontos centrais reivindicados pelos alunos ficaram de fora das negociações, como a contratação de novos docentes, a entrega de obras em andamento e a concessão de auxílio-permanência sem critérios de desempenho.

A Reitoria afirmou estar à disposição para dar continuidade aos debates e às negociações, mas acrescentou que “o avanço nas tratativas pressupõe a preservação da normalidade das atividades e a garantia da integridade dos espaços públicos”.

Sair da versão mobile