A Prefeitura de Ponta Grossa, por meio da Secretaria Municipal de Indústria, Comércio e Qualificação Profissional e da Agência do Trabalhador, realiza nesta terça-feira, 9, um processo seletivo para contratação de profissionais que irão atuar na obra de construção da fábrica da Nissin no município.
As entrevistas acontecem a partir das 13 horas, na sede da Agência do Trabalhador, localizada na rua Benjamin Constant, 405, Centro.
Estão disponíveis 20 vagas para carpinteiro e 11 vagas para servente de obras. Para participar, os candidatos devem possuir experiência na função, ensino fundamental e disponibilidade para início imediato.
Os interessados devem comparecer ao local com currículo atualizado e documento oficial com foto.
Fábrica vai custar R$ 1 bilhão
A construção da nova fábrica de R$ 1 bilhão da Nissin Foods em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, já movimenta a economia local e reforça o perfil industrial da região. O complexo, projetado para ter 68,2 mil metros quadrados de área construída e gerar cerca de 550 empregos diretos, será dedicado à produção de macarrão instantâneo em pacotes e do Cup Noodles, com parte da fabricação voltada à exportação para outros mercados.
Instalada em um terreno de 413,2 mil metros quadrados às margens da PR-151, no km 164, entre Ponta Grossa e Castro, a unidade integra o planejamento de expansão da multinacional japonesa no Brasil. A conclusão da obra está prevista para abril de 2027, prazo em que a planta deve iniciar a operação plena e consolidar o município como um dos principais nós logísticos do setor alimentício no Sul do país.
anúncio do investimento em Ponta Grossa, consolida o município não apenas como um canteiro de obras, mas como uma peça-chave na engrenagem global da companhia. Mais do que uma simples expansão de capacidade, a nova planta nasce com a missão de ser um hub logístico e exportador, elevando o protagonismo do Paraná na estratégia da marca.
A escolha de Ponta Grossa é estratégica: a proximidade com os principais corredores logísticos e os portos da região Sul reduz custos de transporte e amplia a competitividade no mercado externo. A nova unidade terá uma fatia significativa de sua produção voltada à exportação, sinalizando que a operação brasileira ganhou relevância na estrutura mundial da gigante alimentícia.
Essa reorganização deve impactar diretamente quatro pilares da empresa no país:
- Logística de distribuição: redistribuição inteligente do eixo produtivo;
- Custos operacionais: ganhos de eficiência industrial em larga escala;
- -Agilidade: maior velocidade de resposta à demanda do mercado;
- Estabilidade: maior previsibilidade diante de oscilações de insumos e câmbio.
Embora a criação de empregos diretos seja o dado mais imediato, o impacto real é muito mais profundo. A instalação da fábrica aciona uma cadeia de valor que beneficia:
- Fornecedores locais e prestadores de serviços;
- O setor de transporte e logística regional;
- A cadeia agrícola paranaense, fornecedora de insumos básicos.
Com informações do Portal aRede