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PÍLULAS: FROZEN 2, CATS, O CASO RICHARD JEWELL

Com as indicações ao Oscar 2020 próximas de serem reveladas – o anúncio será feito no dia 13 de janeiro –, esta edição do Pílulas traz breves comentários de filmes que podem figurar na lista final em pelo menos uma das categorias.

Não por coincidência, as três produções escolhidas e resenhadas abaixo são dirigidas por vencedores prévios do Oscar: Clint Eastwood (duas vezes premiado em Melhor Direção por “Os Imperdoáveis”, de 1993, e “Menina de Ouro”, de 2004); Tom Hooper (inexplicavelmente o Melhor Diretor em 2011 por “O Discurso do Rei”); e a dupla Chris Buck e Jennifer Lee, vencedores do Oscar de Melhor Animação pelo fenômeno “Frozen” (2013) e que retornam na condução da sequência, atualmente em cartaz nos cinemas.

Uma continuação para “Frozen” (2013) era questão de tempo. Nesta década, nenhuma animação fez tanto sucesso, vendeu brinquedos e artigos infantis, nem foi tema de tantas festas de aniversário de crianças. O conto de amor fraternal entre as irmãs Anna e Elsa comoveu o mundo e continua sendo o principal apelo desta sequência, que é ligeiramente inferior ao filme original. O início de “Frozen 2” não empolga por conta da trama indecisa, tampouco pelas canções, nenhuma tão catártica quanto o hit instantâneo “Let it Go”. A primeira parte é morna, mais parece um especial para a TV e só segura o público em razão da empatia que sentimos pelos personagens, com destaque ao boneco de neve Olaf, que, mais uma vez, rouba a cena pra si.

Em contrapartida, na segunda metade de projeção, o roteiro se encontra e aí “Frozen 2” ganha fôlego e ares de um épico emocionante. O primor técnico alcançado pela produção é palpável e se estende às cores, gráficos e texturas dos elementos cênicos, resultando em uma composição visual lindamente sincronizada que é de tirar o fôlego – literalmente em se tratando da sequência magistral quando Elsa luta contra o mar agitado. A história também compartilha pontos de autenticidade e ousadia ao abordar de forma instigante e bem amarrada determinados temas de caráter espiritual. Diante de uma primeira parte bobinha e insípida, “Frozen 2” praticamente vira outro filme a partir da segunda metade, é todo redimensionado positivamente e guarda o seu melhor para o final.

Falo com tranquilidade: “Cats” é um dos piores filmes que eu já vi na vida. Adaptado porcamente da famosa peça da Broadway, este acinte pode levar alguns espectadores – como eu – a terem questionamentos perversos do tipo “por onde anda a carrocinha que não pegou essa ninhada?”. Absolutamente todas as tentativas em “Cats” são falhas, desde a ridícula e inacabada caracterização dos atores como felinos – fruto de um CGI relaxado que mais parece desenho animado de tão artificial – até a forma como os personagens são introduzidos na “história”. Em aspas mesmo, porque nem dá para afirmar que o filme tem um enredo propriamente dito; trata-se de uma bagunça desenfreada em que os gatos são jogados no meio da tela e começam a performar números musicais simplórios e sem imaginação.

É muito absurdo constatar que esta produção foi concebida por alguém que já venceu o Oscar pela direção de um filme. O criminoso é, neste caso, o britânico Tom Hooper, que continua não sabendo os conceitos básicos de como fazer um enquadramento e decupagem de uma cena comum. Até mesmo o momento-chave da atriz Jennifer Hudson entoando a famosa canção “Memory”, que seria o ponto alto e emocionante de “Cats”, é uma completa tragédia. Hudson, no entanto, é a única personagem que desperta algum interesse, enquanto o restante do elenco é motivo de fechar os olhos, abaixar a cabeça e lamentar. É particularmente doloroso observar atores consagrados (Judi Dench e Ian McKellen) fazendo “miau”, lambendo as próprias patas/pote de leite ou levantando as pernas como se fossem acrobatas.

“Cats” é uma tortura. Para a experiência ser menos intragável, há a opção saudável de encarar essa vergonha coletiva como humor involuntário. Caso contrário, é um teste de resistência chegar até os créditos finais.

O veterano Clint Eastwood segue com o seu projeto recente de usar o cinema para dar voz a heróis do cotidiano e que vivem no anonimato, como fizera em “Sniper Americano” (2014), “Sully” (2016) e “A Mula” (2019), só para citar alguns títulos. Desta vez, o cineasta se apropria da história verídica envolvendo Richard Jewell, um segurança que anteviu uma bomba nas Olimpíadas de Atlanta, em 1996, e ajudou a salvar inocentes. Dias depois da apuração, ele foi indiciado como o principal suspeito de plantar os explosivos. “O Caso Richard Jewell” apresenta o protagonista como um rapaz ingênuo e obediente às diretrizes militares. Logo depois, o roteiro se afoga na burocracia para percorrer todos os desdobramentos das investigações até chegar ao desfecho deste infeliz episódio.

Para quem é familiarizado com a filmografia de Eastwood sabe que sutileza nunca foi o seu forte. Todavia seus filmes são carregados de um discurso politicamente estabelecido e é sempre interessante trazê-los à tona para esquentar o debate, ainda mais quando o público se comporta cada vez menos flexível, preferindo manter-se confortável em um ambiente polarizado e protegido pela sua bolha. Como de praxe, Eastwood erra a mão em várias abordagens, da corrupção e assédio policial até o comportamento antiético da imprensa marrom, personificada na figura mal escrita e asquerosa da jornalista vivida pela atriz Olivia Wilde. Isso sem mencionar as cenas matematicamente calculadas para fazer o público ir às lágrimas – estou olhando para você, Kathy Bates.

Entretanto, acredito que o cineasta não decidiu trazer essa história para os dias de hoje à toa. O filme sacode positivamente a discussão e suscita a reflexão das acusações precipitadas em um mundo com nervos à flor da pele e norteado pelo tribunal da internet. Se fosse nos dias atuais, o personagem-título, que faz todos os requisitos do que o senso comum define como um “esquisitão”, não teria a menor chance. “O Caso Richard Jewell” incomoda pelas diversas falhas e vícios em seu desenvolvimento narrativo, porém, a sua acurada releitura o transforma em uma obra relevante e que não merece ser desprezada.

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