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Trânsito

Está preso o motorista que tentou fugir após acidente na Av. Itororó

Publicado por Luciana Peña/CBN Maringá, 15:52 - 13 de Setembro de 2019

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Foto: ricmais.com.br/Divulgação/CBN Maringá

Toda semana você ouve a imprensa narrar um acidente de trânsito em Maringá, e muitas vezes com morte. É tão comum que chega a parecer normal. A sensação de revolta e de dor é assimilada e logo estamos prontos para o próximo acidente. Mas não pode ser normal uma mãe ou um pai sair de casa para trabalhar e não voltar mais porque foi atropelado, sofreu um acidente dentro da cidade, onde a velocidade máxima, nas vias de maior movimento, não pode passar de 60km/hora.


Foi o que aconteceu nesta madrugada com a enfermeira Pollyana Chimirri de 30 anos. Ela pilotava uma Biz pela Avenida Itororó quando foi fechada por um carro. Socorrida, morreu no hospital. Deixou uma filha de 1 ano.


O motorista que fechou a motocicleta tinha bebido e ainda fugiu do local, segundo a polícia. Está preso por omissão de socorro.

O que você sente quando ouve uma notícia como esta? Foi o que a reportagem da rádio CBN Maringá perguntou ao Cláudio Costa. Desesperança, diz ele.


"Acabou o amor ao próximo. O povo anda muito desligado de tudo o que está a sua volta. Está todo mundo dirigindo por si só, não olhando o outro", comenta.


É muita imprudência, e o carro é uma arma, diz Kelen Oliveira. "Eu, como motorista, vejo muita imprudência no trânsito hoje em Maringá. Não há respeito de velocidade, sinalização. Eu penso que se você quer chegar rápido a algum lugar, saia mais cedo, tome alguns cuidados. Se [o carro] não for bem conduzido, você tira a vida de uma pessoa", diz.


E o drama de quem fica? Só quem já viveu algo parecido sabe o que significa.


Ouça na CBN


A Claudia Proença perdeu o marido num acidente e o filho dela tinha apenas 1 ano.


"Eu perdi meu marido há 23 anos, num acidente na estrada em que o motorista imprudente não respeitou e ultrapassou um caminhão e acabou acontecendo essa fatalidade. Passei pelos piores momentos da minha vida", afirma.


São as histórias por trás das estatísticas. E é sempre bom lembrar destes relatos quando se sai para o trânsito.


A enfermeira que morreu no acidente desta sexta-feira e deixou uma filha de 1 ano de idade era sobrinha da gerente da Agência do Trabalhador, Clarice Chimirri.

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Foto: Reprodução/Facebook

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