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Reitores de universidades de Maringá comentam nomeação

A educação é uma área sensível do governo. Todas as apostas no futuro do país estão concentradas nesta pasta. Não adianta só reforma da Previdência se o país não formar cidadãos com o conhecimento necessário para os desafios que vêm por aí. Por isso, se espera muito do Ministério da Educação.

Os projetos no MEC não deslancharam nos três primeiros meses do ano. Com a troca de ministro, as esperanças se renovam. O novo ministro, Abraham Bragança de Vasconcellos Weintraub, é formado em Ciências Econômicas pela Universidade de São Paulo (USP), com mestrado em Administração. Não é bem um homem da educação, como gestores da área esperavam, diz o reitor da Unicesumar, Wilson Matos, mas tem experiência em gestão, o que também é muito desejado no serviço público.

“Eu sou um crítico da educação brasileira, tem que melhorar muito, Ensino Fundamental e Médio tem que ser em tempo integral, alunos comprometidos com o conhecimento, professores com dedicação intensa, porque a educação é um bem maior. Nesse início de governo vieram umas controvérsias no Ministério da Educação, muitas correntes adversas atuando. Para o Ricardo Vélez é uma pessoa de boa índole, mas faltou para ele um pouco mais de experiência na gestão.”

Wilson Matos também comentou sobre o novo ministro. “Ele não é um personagem reconhecido nacionalmente na área da educação, mas tem uma atuação interessante na área da economia, um gestor bastante experiente na área bancária, seguros. Eu acho que poderia ser alguém com também gestão educacional, com vivência na educação”, afirmou. 

Para o reitor do Centro Universitário Cidade Verde, que também é presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Particular da região noroeste (Sinepe), José Carlos Barbieri, há muito trabalho pela frente. O novo ministro tem demandas urgentes, que não podem mais esperar.

“Estamos muito felizes com a substituição do ministro Ricardo Vélez pelo atual. Realmente o ministério estava à deriva, nada em andamento, não tinha projetos novos, nenhum planejamento. Nós acreditamos que o novo ministro possa ajudar a colocar o Ministério da Educação nos trilhos”, afirmou. 

O reitor da Universidade Estadual de Maringá, Júlio Damasceno, diz que entre os desafios do novo ministro está o de solucionar uma grave crise na Capes, órgão que coordena a pós-graduação no país. E as universidades estaduais querem participar de editais que hoje estão liberados apenas para universidades federais.

“Esse ministro terá grandes desafios, afinal assume um ministério não tão organizado. Nós acompanhamos durantes esses três meses e aconteceram tantas coisas que nos indicam um grau importante de desorganização. Existe uma série de políticas, de leis que precisam ser encaminhadas, questões orçamentárias”, defende.

Ouça a reportagem da CBN Maringá.

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