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Maringá

Dia da Kombi

Após 5 anos fora de linha, Kombi ainda resiste em Maringá

Publicado por Monique Manganaro , 10:03 - 02 de Setembro de 2019

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Marcella e Edivaldo, do Casal V8. Foto: Reprodução/Instagram

Há 62 anos, saía da linha de montagem da Volkswagen no Brasil a primeira Kombi fabricada no país. Agora, o dia 2 de setembro é a data em que é celebrado o “Dia da Kombi” e quando os apaixonados pelo carro relembram a importância do veículo na história e nas próprias vidas.


Mesmo após cinco anos fora de linha (já que desde 2014 o modelo deixou de ser produzido na fábrica brasileira), 147 veículos ainda resistem em Maringá. O número é referente aos registros do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) na cidade, que englobam as mais diferentes versões e anos de fabricação da Kombi.


De acordo com o Denatran, o modelo mais antigo registrado em Maringá foi fabricado em 1959 e, o mais recente, em 2013, último ano de montagem no Brasil.


Apesar de resistir à passagem do tempo, os carros que estão hoje em Maringá não recebem o valor e reconhecimento que deveriam. Essa é a opinião de Fabiano Ficher, de 40 anos, restaurador de carros antigos.

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Edivaldo Silva, do Casal V8, no chácara de Fabiano Ficher. Foto: Casal V8/Arquivo

Em uma chácara na saída de Maringá, Ficher guarda mais de 30 veículos do tipo, muitos deles aguardando para serem restaurados. Depois que ganham uma “cara nova”, o destino da maioria é o exterior, diz o profissional.


“Europa e Estados Unidos. Aqui, o brasileiro não dá valor à Kombi. Muitos deixam jogadas no fundo do quintal, abandonadas, esquecidas no tempo, ou até mesmo vendem para o ferro velho. Os gringos estão levando embora”, afirma.


O trabalho é minucioso. Exige delicadeza e paciência. Além do cuidado com a pintura e acessórios, a dedicação especial precisa ser para a lataria dos veículos que, muitas vezes, chegam extremamente danificadas e até enferrujadas às mãos do profissional.

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Ficher durante resgate de uma Kombi 1963. Foto: Reprodução/Facebook

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Alguns dos modelos exportados, depois de prontos, chegaram a custar R$ 70 mil, segundo ele.


Fazendo sucesso na internet, hoje o “hospital” de carros antigos de Fabiano Ficher começou a ser cedido para sessões de fotos para revistas, books, entre outros trabalhos.

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Marcella da Rocha, do Casal V8, em ensaio no "hospital" de carros antigos. Foto: Casal V8

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