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COLUNISTAS

Expansão urbana ordenada

Publicado por Engenharia Urbana - Diego Sanches, 18:00 - 22 de July de 2019

Na segunda metade do século passado o mundo passou por um processo de rápido crescimento da população, dando origem à expressão “explosão demográfica”.


Isso ocorreu por dois motivos principais. Primeiro porque a medicina avançou, diminuindo a taxa de mortalidade. Somado a isso tivemos a Revolução Industrial, que atraiu a população rural para os eixos urbanos para aumentar a produção de bens e serviços, em um movimento comumente chamado de êxodo rural.


Atualmente, o crescimento populacional é menor porque a taxa de natalidade diminuiu, e continua caindo, principalmente nos países desenvolvidos. Mesmo assim, segundo estimativas da ONU, a população mundial no ano de 2050 será de aproximadamente 9,2 bilhões de pessoas.


Com mais pessoas vivendo nas cidades, o poder público precisa se organizar para garantir uma expansão urbana ordenada.


Existem dois caminhos principais: o crescimento vertical e horizontal.


Se priorizar o crescimento vertical, a prefeitura deve estimular a construção de edifícios. Aglutinar a população tem vantagens e desvantagens. Por um lado, diminui o deslocamento de pessoas e veículos. Por outro lado, exige um investimento maior nos sistemas e serviços urbanos, principalmente as redes de drenagem, de abastecimento de água, de coleta de esgoto e de resíduos sólidos.


Um exemplo notório de incentivo à verticalização ocorreu em Curitiba. Existe uma grande concentração de prédios em volta dos corredores de ônibus, medida extremamente eficiente para estimular o uso do transporte público curitibano, hoje referência no país.

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Prédios no entorno dos eixos de transporte em Curitiba

O crescimento horizontal, por sua vez, exige menos investimentos públicos inicialmente. Entretanto, no longo prazo, com a expansão do sistema viário, a prefeitura terá mais gastos para fornecer serviços básicos para a população, como educação, saúde e coleta de resíduos sólidos.


As duas formas de crescimento têm seus benefícios. Entretanto, é importante que a administração pública defina as diretrizes das futuras ocupações, para que não tenhamos um crescimento desordenado.


Daqui pra frente vamos falar sobre a expansão horizontal da cidade, ou seja, os loteamentos.
Para atender bem seus futuros moradores, esses empreendimentos devem ter, previstos desde a fase de projetos, no mínimo, os seguintes serviços:



  1. Abastecimento de água;

  2. Iluminação pública;

  3. Energia elétrica pública e domiciliar;

  4. Vias de circulação;

  5. Drenagem de águas pluviais;

  6. Esgotamento sanitário.


Além dessa infraestrutura básica, é desejável a prévia definição dos estabelecimentos necessários à plena cidadania: como escolas, unidades de saúde, praças, creches, espaços de esporte e lazer.
Esses detalhes por vezes são esquecidos por quem sonha em adquirir um imóvel próprio.


O comprador, ao deslumbrar-se com a oportunidade, não percebe a falta desses elementos essenciais. Não raro, são veiculados pela imprensa casos que se tornam verdadeiros pesadelos, atrasando os planos de quem deseja construir sua casa.

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O abandono de loteamentos pode levar a problemas de manutenção no futuro

Assim, para o consumidor, vale a pena requisitar os projetos de tudo que se faça essencial, verificar o contrato de compra e os prazos para a instalação de todos os equipamentos urbanos.


Além disso, a organização dos moradores do bairro também é importante para ter voz frente aos agentes públicos.


E você, o que olha na hora de comprar um terreno em um novo loteamento?

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