Ainda sem previsão de retorno das competições, Maringá FC vive dilema


Por Redação GMC Online
Foto: Fernando Teramatsu

A pandemia causada pelo Covid-19 afetou economicamente grande parte dos clubes de futebol. O Maringá Futebol Clube, por exemplo, segue trabalhando na incerteza. Os treinamentos foram suspensos no dia 17 de março e ainda não possuem previsão de retorno. O Campeonato Paranaense da Série B, que iniciaria em abril, também não tem data de início marcada.

No início da paralisação o clube realizou algumas atividades, juntamente com a comissão técnica, que mantiveram seus atletas com treinamentos e estudos a distância até o dia 31 de março, acreditando que a Pandemia seria curta e que conseguiria manter o trabalho realizado ao longo de quase 30 dias.

A partir de abril, o MFC adotou a MP 936, suspendendo o contrato de trabalho de todos os colaboradores do clube por 60 dias. Esse prazo venceu no início de Junho e o clube segue sem definição de calendário.

O grande dilema atual do MFC está na data de retorno às atividades, pois a Federação Paranaense de Futebol, diferentemente de outros estados, não se posicionou com uma previsão de volta das competições e autorização dos treinamentos das equipes da Série B. Devido a essa incerteza, o clube não sabe ainda quais medidas tomará para os próximos meses.

Segundo o diretor administrativo do MFC, Clério Junior, o planejamento inicial para a temporada foi completamente afetado e o não posicionamento da Federação Paranaense complica ainda mais a situação da equipe.

“Estávamos com um planejamento redondo em 2020, com uma grande expectativa e sabemos que essa crise causada pelo Coronavirus afetou muitas empresas, inclusive o Maringá FC. Outra grande dificuldade no momento é ter um posicionamento da Federação, pois outros estados estão buscando alternativas para esse retorno gradativo com segurança e aqui se quer temos a confirmação de retorno da competição da primeira divisão”, explicou Clério Júnior.

No último dia 8, o clube publicou uma carta aos torcedores, informando que passará por mudanças necessárias para manter a equipe em atividade e isso interfere no planejamento financeiro previsto para a temporada. Reduções e cortes de custos, que antes eram encarados como possibilidades, agora se fazem necessários e ocorrerão nos próximos dias.

“Hoje estamos trabalhando no escuro devido a falta de data de início da competição. Este prazo esticado fez com que a folha de pagamento do elenco e comissão técnica que iria até julho, vai se estender até novembro ou dezembro. O que agrava ainda mais a situação é que a maioria das empresas patrocinadores foram seriamente abaladas pela crise econômica. Nós teremos que nos adaptar e entender o momento de cada empresa patrocinadora já que alguns segmentos foram fortemente abalados. Tivemos alguns casos de manutenção naqueles segmentos pouco ou nada abalados e pedidos de cancelamento do patrocínio nos casos de segmento fortemente abalados. Agora é a hora de todos se ajudarem, é nítido que todas as empresas querem colaborar e estar conosco tão logo seja possível, somos muito gratos a todos eles que acreditaram e continuam acreditando em um grande projeto de futebol na nossa querida cidade”, concluiu o diretor

Os clubes da primeira divisão do paranaense já retornaram aos treinamentos com todos os protocolos necessários para a segurança, no entanto, ainda não há uma data para retorno do campeonato. Outros estados como São Paulo, retornam às atividades na última segunda-feira, 22.

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