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Morte: funeral de 'luxo' chega a custar mais de R$ 74 mil em Maringá

Publicado por Nailena Faian, 09:10 - 11 de Julho de 2019

Até morrer custa dinheiro e, dependendo das escolhas, não é pouca grana, não. Caixão, velório, flores, sepultamento...são muitos detalhes e todos têm custo. Levantamento realizado pelo portal GMC Online revela que em Maringá o mínimo que um funeral pode custar - para quem não tem plano funerário ou direito à gratuidade - é R$ 7.702. Mas, tem quem prefira uma cerimônia mais luxuosa, e aí os valores podem passar de R$ 74,5 mil.


Para chegar a esses valores, foram considerados custos com locação da sala de homenagem, caixão, coroa de flores, vestimenta do falecido, terreno no cemitério e os itens necessários para o túmulo, como moldura para foto, a própria foto (que precisa ser em porcelana), lápide e cruz.


- Sala para velório


Em Maringá, a única empresa que presta serviço funeral é o Sistema Prever. A locação da sala para o velório custa de R$ 1,5 mil a R$ 3 mil. A opção mais cara é o salão nobre, que é maior que as salas comuns e mais luxuoso.


O salão nobre dispõe de uma sala privativa onde os participantes do velório podem descansar, conversar com privacidade ou se alimentar. Segundo o Prever, essa opção é recomendada para famílias grandes e para personalidades da cidade.


- Caixão


O caixão é um dos itens mais caros. O custo varia de R$ 181,41 a R$ 20 mil. O que vai determinar o valor é o tipo da madeira e seus detalhes, como verniz, quantidade de itens metálicos, se há visor ou não, entre outras características.


Os mais simples são compostos por alças duras, elaboradas com madeira pinus de reflorestamento. Não contêm visor, têm poucos detalhes em metal e pouco entalhe.


Os caixões mais caros têm tamanho maior e são feitos de madeira de lei, um tipo de madeira que apresenta mais qualidade e resistência que as demais. Esses caixões têm também mais detalhes metálicos e a renda usada para cobrir o corpo é mais sofisticada.

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Foto: Ilustrativa/Pixabay

- Coroa de flores


No velório é costume ter coroas de flores ao lado do caixão, como uma forma de homenagear o ente querido. Pelo Prever, há opções de R$ 180 a R$ 850. O valor varia conforme o tipo escolhido: flor do campo ou nobre.


Um exemplo de flor do campo é a áster, que é muito parecida com a margarida. Já um exemplo de flor nobre é a astromélia.

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Coroa de flores de rosas e astromélias é encontrada a R$ 400 em Maringá. Foto: Divulgação

- Vestimenta


A vestimenta do falecido é opcional. Na maioria dos casos, a família fornece a roupa. Mas também há opções a serem adquiridas que custam de R$ 160 a R$ 850. A mais cara consiste em terno completo.


- Terreno no cemitério


O terreno do cemitério também está entre os itens mais caros de um funeral. Em Maringá há duas opções: o Cemitério Municipal e o Cemitério Parque. No do município, um terreno varia de R$ 3.334 a R$ 5.441, mais a taxa de sepultamento, que oscila de R$ 141 a R$ 209.


No Cemitério Parque, o terreno custa de R$ 7,2 mil a R$ 50 mil. Os mais caros são os que ficam mais perto da entrada.


- Túmulo 


No caso do Cemitério Municipal, quem fica responsável pelo revestimento do túmulo são os familiares. Há opções e cerâmica a partir de R$ 1,5 mil e de granito que ultrapassam R$ 3 mil.

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Foto: Divulgação/PMM

- Itens para o túmulo


No túmulo é preciso ter a moldura e a foto do falecido. Em um estabelecimento da cidade, o custo varia de R$ 20 a R$ 40. Depende se você vai optar por alumínio ou bronze e o tamanho. A foto que vai dentro da moldura precisa ser de porcelana, material que resiste ao sol e à chuva. Em dois estabelecimentos pesquisados, encontramos opções a partir de R$ 110.


Também é necessário a lápide, que contém o nome, data de nascimento e morte. Em alumínio há opções a partir de R$ 50 e em bronze por R$ 90. Muitos também optam por colocar uma cruz no túmulo. Em alumínio, é possível encontrá-la por R$ 20 e, em bronze, há opções a partir de R$ 90.

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Cemitério Parque de Maringá. Foto: Divulgação/Cemitério Parque

Cremação


Devido ao valor ou vontade manifestada pelo ente querido em vida, muitos optam pela cremação. Em Maringá, em média 20 corpos são cremados por mês, segundo levantamento obtido pelo portal GMC Online em outubro do ano passado.


O serviço também é realizado somente pelo Prever e tem custo total de R$ 4 mil. No valor está incluso a cerimônia de despedida no Crematório Angelus e uma urna cinerária padrão.


No entanto, há várias opções de urnas, que é onde vai ficar armazenada as cinzas. Caso o familiar queira uma opção mais sofisticada, o valor é cobrado a parte.


Uma urna varia de R$ 260 a R$ 1,6 mil. Há opções decorativas que servem para enfeitar a casa. Há também uma urna que é própria para ser dispensada no mar e que se dissolve ao ser jogada na água. Outra vem com uma semente e, ao ser plantada, dá vida a uma árvore.


Também é possível que as cinzas sejam misturadas com tinta e se transformem em um quadro. Para quem é fã de acessórios, tem como colocá-las em um pingente de aço cirúrgico e usá-la em um colar.

Planos


Alguns optam por aderir ao plano do Prever e pagar uma taxa mensal para não precisar lidar com tantos detalhes e dores de cabeça no momento da morte de um familiar.


Há planos a partir de R$ 40 para funeral tradicional e a partir de R$ 75 para cremação.


Também há casos em que o funeral pode ser concedido gratuitamente pelo município, o chamado auxílio-funeral. Segundo o Conselho Municipal de Assistência Social (Comas), para isso há alguns requisitos, como comprovar que reside em Maringá, ter renda per capita de até meio salário mínimo nacional ou ser morador de rua. 


Mortes e sepultamentos em Maringá


No primeiro semestre deste ano, 1.786 mortes foram registradas em Maringá, sendo 1.102 de residentes da cidade e 684 de moradores de outros municípios. São 68 mortes a menos do que no mesmo período do ano passado, quando 1.854 pessoas morreram – 1.256 moradores da cidade e 598 de outros municípios.


Os dados foram divulgados pelo setor de Epidemiologia da Secretaria de Saúde de Maringá. A maioria das mortes ocorrem por motivo de doença.


Segundo a prefeitura, de janeiro até esta quarta-feira (10), houve 758 sepultamentos no Cemitério Municipal. Foram 680 em túmulos duplos, 23 em jazigo e 55 em gavetários.

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