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Vanderlei, o ‘pedicure’ das éguas

A profissão de ferrador não está extinta. Apenas mudou de lugar. Assim diz o casqueador e ferrador Vanderlei Costa enquanto dobra a perna de uma bela égua mangalarga, prende-a no meio de suas pernas e, com as costas coladas no traseiro do animal, começa a passar uma lixadeira elétrica no casco. Ao final do trabalho, a mangalarga marchador estará de pedicure feito e ‘calçado’ novo.

Vanderlei é um dos poucos profissionais da área no Paraná, requisitado para atendimento em haras, ranchos e fazendas e todos os anos oferece seu ofício durante a Expoingá. “Antes, em quase todos os bairros existiam oficinas onde os ferradores atendiam principalmente cavalos e burros dos carroceiros e charreteiros. Hoje é o profissional que vai onde animal está, geralmente nos ranchos”, explica enquanto verifica que a planta do pé da égua está bem polida. Com uma grosa, faz os retoques finais. E com a torquesa retira os rebarbes.

“Esta é uma profissão que deve ter começado desde que o homem domesticou os cavalos. Os cascos sofrem desgastes, principalmente os dos animais de trabalho, que caminham onde tem asfalto ou outro tipo de calçamento, e o casqueador tem que ter visão para perceber onde o desgaste está causando desequilíbrio no corpo do animal”, vai dizendo, enquanto dá de mão de um rinete de corte duplo e começa a retirar material da área central do casco da égua. “Como o casco é a base de sustentação de todo o peso e os cavalos e burros precisam ter o peso bem dividido entre as quatro patas, se uma delas estiver com problema, isto vai interferir na saúde de articulações e tendões, na qualidade de locomoção e no desempenho. O animal vai sentir dores também em outras partes do corpo”.

Vanderlei é um maringaense que sempre teve sua vida ligada a cavalos. Quando adolescente, praticou hipismo, foi jóquei e teve outras atividades relacionadas a equinos, até que em 1993 descobriu que tinha jeito para trocar ferraduras. Mas, para trocar ferraduras é preciso saber também o casqueamento, que é uma arte e dificilmente se aprende sozinho.

“Foi num momento que tinha pouca gente atuando como ferrador e eu fui fazer cursos e só iniciei na profissão quando me senti seguro de que meu trabalho tinha qualidade”. Segundo ele, o casqueamento é um procedimento no casco que exige habilidade e sensibilidade do profissional, pois qualquer erro pode provocar muita dor e até fazer o animal reagir com coices. O trabalho de casqueamento, inclusive retirando partes mortas e objetos que cravam no casco, como pedras e farpas de madeira, é empregado como forma de tratamento e manutenção, prevenindo e curando doenças que podem acometer o cavalo. “O casqueamento contribui para a saúde dos cascos e, por consequência, do animal”.

Após terminar o ‘pedicure’, Vanderlei muda de casqueador para ferrador. “Hora de pôr o sapato no pé da moça”, brinca e acaricia a anca da mangalarga, enquanto tira o molde para a ferradura. “Um ferrageamento perfeito resulta em melhores condições de locomoção e sustentação do animal, seja ele de pista, lazer ou esporte”. Segundo o agora ferrador, os dois trabalhos podem ser executados juntos ou separadamente, sendo que um pode ou não complementar o outro dependendo das necessidades do animal.

A ferradura – daquelas que muitas famílias pregavam na porta da frente da casa para dar sorte – é uma lâmina de metal, curva, que é aquecida em um forno elétrico até ficar vermelha e transparente. O ferrador, usando a torquesa, aproxima a ‘brasa’ do casco para verificar se o molde está perfeito. Se não estiver, em uma bigorna e com marretas grandes e outras menores, vai corrigindo até ficar na medida certa. Pronta a ferradura, ainda vermelha em brasa, ela é fixada e rebitada no casco. O odor de unha queimada e muita fumaça toma conta do ambiente, mas o animal não demonstra sentir dor.

Profissão de futuro

Vanderley Costa diz que, mesmo com as carroças e charretes cada vez menos usadas, o uso do cavalo pelo homem vai continuar, de modo que os ofícios de ferrador e casqueador têm vida longa e espaço para novos profissionais.

Segundo ele, um bom profissional pode ferrar as quatro patas – nem sempre é necessário o casqueamento e ferrageamento em todas as patas de uma vez – em menos de uma hora. Ele, como profissional que já conquistou renome no Paraná, cobra R$ 150 pelo serviço completo em cada animal. Junto com o auxiliar Jefferson Ramalho, Costa chega a atender até 220 animais em um mês.

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