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Alessandro Fadul: 'Temos um grupo igual ou melhor que o de 2018/2019'

Publicado por Chrystian Iglecias, 15:31 - 12 de Agosto de 2019

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Fadul comanda treino na Arena Go Beach. Foto: João Paulo Santos/Resenha Comunicação

O Denk Maringá Vôlei se reforçou bem para a nova temporada da Superliga Masculina. Mais uma vez apostando numa mescla entre experiência e juventude, Ricardinho e cia. trouxeram um grupo mais “tarimbado” e historicamente mais vitorioso do que o anterior, que levou Maringá aos playoffs da Superliga após quatro anos de eliminações na fase classificatória.


Apesar dos holofotes em atletas como o levantador Everaldo e o ponteiro Pato, que volta a Maringá após ter sido destaque nos dois primeiros anos do projeto, o principal triunfo da diretoria após o término da última temporada foi certamente o acerto da permanência do técnico Alessandro Fadul à frente da equipe. Extremamente consciente e um motivador nato, o carioca é a alma da equipe que disputará, além da Superliga Masculina, a Copa Brasil e o Campeonato Paranaense, que se inicia no próximo dia 23 para o Denk.


Após comandar a equipe revelação de 2018/2019, Fadul recebeu o assédio de outras equipes que disputam a elite do voleibol nacional. O interesse mais forte foi do Volei Um Itapetininga, que chegou a apresentar uma proposta para contar com os serviços do treinador. A vontade de Fadul e o bom relacionamento com a diretoria, porém, falaram mais alto e o Maringá Vôlei anunciou o “fico” do comandante no início de maio. Um mês antes, em entrevista ao portal GMC Online, o carioca já havia confessado o desejo de dar continuidade à evolução do time.


A permanência de Fadul em Maringá foi muito comemorada pelos amantes do esporte da cidade. Na noite da eliminação para o Sada Cruzeiro, inclusive, se ouviam gritos de “Fica Fadul” nas arquibancadas do Ginásio Chico Neto, que foi pela sexta vez consecutiva o palco de maior público da Superliga.


Após chegar à Cidade Canção como auxiliar técnico de Renato Banana na temporada 2017/18, Fadul foi efetivado como treinador ainda no final daquela temporada, conseguindo manter a equipe na Superliga A após uma campanha bastante complicada. Em sua segunda temporada, o comandante deslanchou e foi uma das principais razões pelas quais o voleibol maringaense voltou a empolgar o torcedor e a imprensa esportiva da região.


Iniciando a terceira semana de treinamentos visando a estreia no Paranaense, diante do Foz, Alessandro Fadul concedeu entrevista exclusiva ao portal GMC Online e detalhou os objetivos da equipe para a temporada, analisando os novos jogadores que tem à disposição e fazendo um prognóstico de onde o time pode chegar.

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Treinamento na quadra de areia da Vila Olímpica. Foto: Fernando Tanaka

'Ping-Pong': Alessandro Fadul


(GMC): Pelo que observamos, este novo grupo que foi montado é uma grande mescla entre experiência e juventude. O que você espera deste mix?


(Fadul): Seguindo a linha da temporada passada, como você bem destacou, nós temos um grupo mesclado com jogadores experiente e jovens atletas, mas que também já tem uma certa bagagem, no mínimo uma Superliga jogada. São atletas que já sabem como é a competição. Espero um grupo tão competitivo e tão aguerrido como foi na temporada passada, e que a gente possa mais uma vez repetir as boas atuações que tivemos. É um grupo completamente diferente, mas com a mesma qualidade ou acima do que a gente tinha na temporada passada.


(GMC): Sabemos que a Superliga é uma competição muito difícil. Após chegar nos playoffs, é complicado enfrentar os grandes. Como você enxerga a possibilidade do Maringá melhorar o resultado da temporada passada, chegando numa semi, por exemplo?


(Fadul): Os nossos objetivos pra essa temporada são os mesmos da temporada passada. Em 2018/29 nós só não conquistamos um objetivo que nós tínhamos estabelecido para o grupo, que foi o título Paranaense que deixamos escapar. Mas continuamos com as mesmas metas. Vamos buscar o título estadual, uma vaga nos playoffs da Superliga e fazer uma boa campanha na Copa Brasil. Dar um passo além, tentar uma semifinal é claro que é difícil porque a partir das quartas de final você cruza com as equipes de maior investimento. Mas não é impossível. Pra você passar pra uma semifinal você precisa de duas vitórias, então não é impossível, apesar de que sabemos da dificuldade que é.


(GMC): Desta vez, o Maringá é o único representante do Paraná na Superliga, e isso reforça o favoritismo e a pressão pelo título paranaense. Como você vê essa pressão? Você considera o Maringá favorito disparado?


(Fadul): O favoritismo é conquistado ao longo dos anos com trabalho, com projeto... a equipe de Maringá já tem uma tradição, tá indo pra sua sétima temporada de Superliga consecutiva. Se a gente pegar o histórico do voleibol da cidade, voltar na época de Cocamar, Telepar, a gente tem um histórico ainda maior. Então, talvez o favoritismo venha em função disso, de todo o histórico que o Maringá tem com o voleibol. Esse favoritismo talvez exista pelo momento atual, mas pra gente a pressão é natural. Muitos deles já passaram por clubes grandes, já passaram por essa situação de serem favoritos. Pra gente não é nada fora do que estejamos habituados. Nosso objetivo é vencer a competição, então não vai ser uma pressão externa que vai nos atrapalhar na busca por esse objetivo.


(GMC): O Everaldo e o Pato são as duas contratações mais badaladas. O que você pode falar sobre esses dois atletas?


(Fadul): Eu já trabalhei por três temporadas com o Everaldo, conheço bem. É um atleta experiente, rodado, que nos últimos anos fez parte de grandes elencos de grandes clubes e que tem muito a somar pro nosso projeto por toda a bagagem e também pela personalidade que ele tem pelo indivíduo que ele é. Isso contribui muito na formação do grupo. O Renato (Pato) dispensa apresentações, jogador muito técnico, habilidoso e extremamente experiente. Já teve aqui em duas temporadas anteriores, é um atleta identificado com o torcedor maringaense, sabe como é jogar com essa torcida a favor. Também tem muito a somar pro nosso grupo e fazer o time crescer. São dois atletas, assim como outros, que vieram sem dúvida nenhuma pra tornar o nosso grupo ainda mais competitivo. 


(GMC): Temos uma história interessante nesse novo elenco, que é a chegada do Lucas, sobrinho do Ricardinho. O que deu pra ver dele no começo dessa fase de treinamentos?


(Fadul): O Lucas acabou de sair do juvenil, era o terceiro levantador do Sesi na Superliga. Tem muito pra crescer, muito pra evoluir, muito pra aprender, e acho que estando do lado de um levantador experiente como o Everaldo vai somar muito pra carreira dele. O Everaldo tem muito pra ajudá-lo nesse crescimento. Mas é um garoto motivado, que ouve bastante, aberto aos conselhos dos companheiros e da comissão. É um menino com qualidade técnica, habilidoso, tem um porte físico interessante, um bom alcance e uma boa impulsão. Ele vai ter uma temporada de grande crescimento.


(GMC):Para fechar, você disse em uma entrevista no evento de lançamento do novo elenco que os jogadores que chegaram vieram para buscar conquistas. Essa frase pode ter sido mal interpretada. Por exemplo, um título de Superliga. Quais são essas conquistas que você se referiu? 


(Fadul): Nós temos alguns atletas que fazem parte do nosso elenco que vieram de equipes grandes e escolheram vir pra cá porque querem algo a mais na carreira. Esses atletas vieram pra mostrar seu potencial, e o que eles têm ainda a doar. Não são atletas para compor grandes elencos, mas sim para serem protagonistas. Conquistar vitórias, firmar o pé deles na carreira, mas num patamar diferente de protagonismo. É sempre um grande prazer falar com vocês, que sempre nos dão espaço e abrem as portas para mostrarmos nosso trabalho.

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Imagem marcante de uma comemoração de Fadul na temporada passada. Foto: João Paulo Santos/Resenha Comunicação

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