Maringá

Maus-tratos

Abandono de animais aumenta nas férias, alerta prefeitura

Publicado por Redação GMC Online, 17:52 - 09 de novembro de 2018

É cada vez mais frequente o número de animais abandonados nas estradas rurais de Maringá.Com a chegada do final de ano e início das férias, a Secretaria de Meio Ambiente e Bem-Estar Animal (Sema) prevê o aumento do abandono, prática configurada como maus-tratos em lei municipal e com punição de R$ 2 mil por animal.


“Cachorros e gatos são abandonados em estradas rurais longe de qualquer abrigo. Muitas vezes encontramos fêmeas com os filhotes sem comida, água e sob um sol escaldante. Uma situação difícil, que nos entristece”, revela o diretor de Bem-Estar Animal da Sema, Marco Antônio Lopes Esteves.


O diretor ainda fala que a tarefa de recolher os abandonados nem sempre é fácil. “Atrás de um servidor público está um ser humano que se sensibiliza e precisa se renovar a cada dia para um novo atendimento. Consideramos que os animais de estimação nunca se tornarão adultos; serão sempre crianças”, lembra.


Além de estradas rurais, a Sema também alerta para o aumento de abandono, durante o período de férias, nas próprias residências. De acordo com a legislação municipal também são considerados maus-tratos a privação de necessidades básicas como alimento adequado e água; mantê-los em recintos desprovidos de limpeza e desinfeção; além de enclausurá-los com outros animais que os molestem.

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Abandono é configurado como maus-tratos em lei municipal, com punição de R$ 2 mil por animal. Foto: Divulgação

Marco Antônio lembra de um resgate em uma residência que impactou os servidores. “Junto com mais de 40 animais sem o devido tratamento estava um pequeno poodle que se assemelhava a uma estopa suja de tão desnutrido. Felizmente foi adotado”.


Os animais recolhidos são destinados a lares provisórios, onde a comunidade disponibiliza sua residência como um lar momentâneo até que alguém adote definitivamente o bichinho em feiras realizadas pela Sema, ongs e protetores independentes. Desde o início das feiras em meados de 2017 foram cerca de 500 adoções.


O secretário de Meio Ambiente e Bem -Estar Animal, Ederlei Alkamim, enfatiza que pela cidade ter um órgão de defesa específico, alguns moradores abandonam os animais pensando que serão recolhidos e destinados a um abrigo público. “O socorro poderá não chegar a tempo”, alerta, lembrando que além da fiscalização e do avanço das castrações - foram mais de 6.418 em cães e gatos entre agosto (2017) e outubro (2018), a administração investe na educação ambiental.


“A Sema cria um curso para atender inicialmente alunos das escolas municipais para a posse responsável e demais temas que sensibilizam para o cuidado dos animais. A feira de adoção e a própria fiscalização também são oportunidades de divulgar o nosso trabalho”, afirma o secretário.


A Diretoria de Bem-Estar orienta a comunidade para auxiliar a fiscalização com denúncias, ressaltando que o maior número de informações facilita o trabalho. “Antes de qualquer denúncia o cidadão deve realmente constatar os maus-tratos e se possível, nos ajudar com fotos e vídeos, além de dados sobre endereço e principalmente do denunciante, lembrando que o anonimato é preservado”, assegura Marco Antônio.


A multa por maus-tratos é de R$ 2 mil por animal em situação de maus-tratos e pode ser aplicada em dobro na reincidência. Já a multa por condições impróprias é de R$ 500. Desde que a lei 10.467 foi sancionada pelo prefeito Ulisses Maia (25 de agosto de 2017), foram recebidas mais de 2 mil denúncias de maus-tratos.


Foram mais de 1.700 denúncias atendidas pelo Bem-Estar Animal e 389 em andamento. O Bem-Estar aplicou 31 multas de maus-tratos, uma por condições impróprias e 49 advertências, num total de R$ 62,5 mil reais.


Com assessoria de imprensa


 

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