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02 de abril de 2026

O Home Office chegou para ficar, e agora? 


Por Redação GMC Online Publicado 21/05/2021 às 12h25 Atualizado 25/02/2023 às 03h59
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Foto: Ilustrativa/Bench Accounting/Unsplash

O novo coronavírus provocou profundas transformações na sociedade. No mercado de trabalho, não foi diferente. Com as restrições de contato impostas pela doença, o home office foi uma das soluções encontradas pelos gestores.

No entanto, mais de um ano depois do início da pandemia, muitas empresas já admitem adotar definitivamente o ‘trabalho em casa’ em muitas funções. Diante dessa nova realidade, seja para conseguir um emprego, ou mesmo crescer profissionalmente dentro de uma corporação, o trabalhador precisa entender o novo momento.

Uma pesquisa realizada pela Fundação Dom Cabral em parceria com a Grant Thornton e a Em Lyon Business School, com 1.075 participantes, aponta números interessantes sobre o home office. De acordo com o levantamento, feito entre 15 e 29 de março, mais de 58% dos respondentes disseram ser mais produtivos ou significativamente mais produtivos em home office.

Mas, se por um lado o trabalhador está rendendo mais, por outro, ele tem a sensação de que isso pode estar afetando negativamente a sua vida, fora do expediente. As principais queixas do entrevistados foram “maior volume de horas trabalhadas (24%)”, “dificuldade de relacionamento (16%)”, “dificuldade de comunicação (16%)”, e o “equilíbrio entre as demandas pessoais e profissionais”.

Perfil faz toda a diferença

A diretora da Abre – Emprego e Estágio, Yara Linschoten, detalha o perfil de colaborador que tem se adaptado mais facilmente ao home office. Ter disciplina e organização está no topo da lista, explica ela.

“A pessoa precisa ser focada e ter em mente que o fato de ela estar em casa, não quer dizer que pode deixar o trabalho para depois. Ser disciplinado, organizado e ciente de que há regras a serem seguidas, é fundamental para uma rotina em home office. É preciso que a pessoa saiba exatamente a hora de começar, mas que também tenha claro quando é hora de fechar o notebook e ‘virar a chave’”, destaca.

Além disso, conforme Yara, há outros fatores essenciais para o trabalho em home office não ser um “pesadelo”. “É necessário que o trabalhador tenha domínio da tecnologia e ferramentas digitais para se comunicar com o restante da equipe. A solidão também pode ser um problema para muitos. Há pessoas que necessitam de um contato mais ‘olho no ‘olho’ para entregarem o seu melhor para a empresa”, completa.

Prós e contras

Como o emprego em qualquer função ou empresa, o home office também coleciona vantagens e desvantagens. Entre os prós, um dos destaques é a flexibilidade. “Com organização e negociação com o empregador, o colaborador pode conseguir condições mais flexíveis, inclusive de horário, e assim alcançar os seus objetivos alinhados com os objetivos da empresa”, comenta Yara.

Redução de estresse, menos desgaste físico e financeiro com deslocamentos entre a casa e a empresa e maior produtividade (que já foi ressaltada no início desta matéria) também engrossam a lista de prós para o colaborador. Já para o empregador, a redução de custos investidos em um posto de trabalho presencial é uma vantagem a ser considerada.

Em contrapartida, os contras estão bastante ligados à dificuldade de impor organização. Entre os exemplos está não conseguir determinar uma rotina de trabalho e não ter horários estabelecidos para alimentação ou para encerrar o expediente. Mas as desvantagens não param por aí.

“Não ter uma boa internet ou um lugar silencioso e confortável para exercer suas atividades são grandes problemas. A ausência de suporte técnico em casos de falhas com equipamentos ou softwares usados para trabalhar, é outro ponto que pode atrapalhar bastante”, diz a diretora da Abre – Emprego e Estágio. “Gostando ou não do home office, uma coisa é certa: ele chegou para ficar. Por isso, todos precisamos aprender a conviver com ele”, completa.

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