Plataforma de marketplace chinesa facilita importações

O especialista em comércio exterior Carlos Araújo, autor do livro “Importação sem segredos”, explica que pequenas e médias empresas brasileiras conseguem comprar produtos chineses com rentabilidade de até 30% sem necessariamente terem que ir à China.
A plataforma é a Alibaba, que existe há muito tempo, mas cresceu significativamente há quatro anos. “O Alibaba vende em um dia mais do que todo o comércio eletrônico brasileiro. O pequeno e o médio empresário vem descobrindo essa ferramenta e a importação no Brasil está crescendo”, diz o especialista.

Luciana Peña – Como pequenos e médios empresários podem importar ou exportar para a China?
Carlos Araújo – O mercado brasileiro, há muito tempo, está vindo em um crescimento grande. Só nesse ano, a gente cresceu, no comércio exterior, mais de 30%. Isso tem trazido para pequenos e médios importadores, principalmente, grande oportunidades de trazer produtos do exterior e, com isso, melhorar a margem e ter novos produtos. O grande desfio que sempre existiu é que o processo de importação nunca foi acessível para pequenas e médias empresas, seja pela burocracia, seja pela falta de conhecimento. Nos últimos 4 anos, […] esses empresários descobriram que é possível negociar, comprar e trazer produtos até 30% mais barato. Então, no fim das contas, eles conseguem ter acesso a mercados diferente, a produtos diferentes, cumprido todas as regras.
Luciana – E qual foi o caminho que eles encontraram?
Carlos – Tem uma ferramenta criada na China há muito tempo, que nos últimos 4 anos cresceu significativamente, que é o Alibaba. o Alibaba é um marketplace, a gente poderia comparar com o Mercado Livre, só que o Alibaba trabalha de empresa para empresa. Então produtores chineses e até pequenas e grandes trades anunciam nesse mercado e colocam o seu produto para o mundo. O Alibaba vende, em um dia, o Black Friday deles […] mais do que toda a internet e o comércio eletrônico brasileiro, mas não é uma vez ou duas vezes, isso chega a ser até sete vezes. Então a oportunidade está na internet. Qual é o caminho que precisa ser seguido? E é isso que o empresário brasileiro vem descobrindo, principalmente o pequeno e o médio.
