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03 de abril de 2026

Acordo da UE para sanções a petróleo russo esbarra em resistência da Hungria


Por Agência Estado Publicado 07/05/2022 às 16h18 Atualizado 20/10/2022 às 21h08
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A União Europeia está lutando para finalizar os termos de um embargo ao petróleo da Rússia em meio à resistência da Hungria, cujo líder afirmou na sexta-feira que o embargo proposto atingiria sua economia como uma bomba atômica. O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orban, há muito cultiva laços estreitos com Moscou e não se juntou a outros países da UE e da Organização do Tratado do Atlântico Norte na tentativa de armar a Ucrânia. Ele está insistindo em mais tempo e dinheiro da UE para a Hungria se juntar ao restante do bloco na transição para não comprar mais petróleo russo, dizem diplomatas.

Um acordo de embargo ao petróleo russo ainda é possível na segunda-feira, segundo fontes familiarizadas com as negociações da UE. Todos os 27 Estados membros precisam concordar com o pacote de sanções, o sexto do bloco desde que a Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro.

O órgão executivo da UE, a Comissão Europeia, enviou aos Estados membros uma proposta esta semana que faria o bloco interromper as compras de petróleo da Rússia dentro de seis meses e proibir a importação de produtos petrolíferos refinados russos no fim do ano. As sanções propostas incluem a remoção de mais três bancos russos da rede de mensagens financeiras Swift e a proibição de fornecer serviços à Rússia, incluindo seguro para embarques de petróleo.

Inicialmente a comissão propôs a Hungria e Eslováquia, fortemente dependentes de petróleo russo entregue pelo gasoduto de Druzbha, um ano a mais do que o restante do bloco para deixar de comprar energia da Rússia. Em uma proposta atualizada, divulgada na sexta-feira pela comissão, a Hungria e a Eslováquia teriam até o fim de 2024 para cortar as importações de petróleo russo. A República Tcheca, que também fez lobby por mais tempo, teria até meados de 2024. Orban criticou a proposta da Comissão em entrevista à rádio estatal na sexta-feira. “A proposta na mesa agora cria um problema húngaro, e não há plano para resolvê-lo”, disse ele, dizendo que seu país precisa de cinco anos para se afastar da energia russa. Fonte: Dow Jones Newswires.

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