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01 de abril de 2026

Projeto de lei propõe que mulheres tenham prioridade em usar ‘Meu Campinho’ às quartas-feiras


Por Luciana Peña/CBN Maringá Publicado 19/10/2021 às 11h37 Atualizado 20/10/2022 às 20h19
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Foto: Ilustrativa/Arquivo/PMM

Maringá tem muita jogadora de futebol. Basta ver que o torneio de futsal feminino organizado pela Secretaria da Mulher como parte das atividades do Outubro Rosa já tem 160 inscritas. E a cidade tem uma ampla estrutura pública para a prática do esporte. São 20 complexos de esporte e lazer “Meu Campinho”. Mas as mulheres não estão conseguindo usufruir destes espaços. Por isso, um projeto de lei apresentado na cidade propõe que apenas mulheres utilizem os espaços “Meu Campinho” às quartas-feiras.

Na maior parte do tempo os campinhos são ocupados por homens. As equipes femininas precisam alugar campos particulares para treinar. Dirigentes esportivos procuraram a Câmara Municipal com a queixa e nesta terça-feira, 19, os vereadores votam um projeto que institui a quarta-feira como dia prioritário para meninas e mulheres utilizarem os campinhos. A vereadora Ana Lúcia Rodrigues é a autora da lei. 

“Não tem [uma regulamentação para usar o campinho]. É uma concepção que eu inclusive considero muito positiva, que seria a própria comunidade se apropriando daquele espaço, ela própria regulando, ela própria utilizando, permitindo que todos os interessados usem. Mas, infelizmente, o que a gente tem visto é que isto não está acontecendo”, explica Ana Lúcia.

“Por isso essa intervenção, que não é adequada. Não seria necessário uma lei para definir como um dia prioritário para as mulheres usarem o campinho. Todavia, isso é necessário para criar uma cultura nova, para educar realmente as pessoas, no sentido de que elas próprias têm que gerir esse espaço mas que não pode ter dono”, afirma a vereadora.

Como o objetivo é a cultura do compartilhamento do Meu Campinho, um dia apenas da semana será suficiente. 

“O objetivo primeiro é dar visibilidade ao futebol feminino, porque ele é um tanto inviabilizado, inclusive porque quando elas vão jogar elas acabam indo para um espaço fechado, privado. Nós queremos dar visibilidade no sentido de que a prefeitura construa um programa de uso com várias atividades na quarta-feira. Inclusive nós já definimos a quarta-feira como esse dia prioritário na própria lei”, diz Ana Lúcia.

“A prefeitura por sua vez implanta um conjunto de atividades, seja treinamento, seja torneios, atividades das mais variadas, para que todas às quartas-feiras, ao mesmo tempo, nos 20 campinhos de toda cidade, estejam sendo realizadas atividades para as mulheres. Isso vai criando uma cultura, isso é pedagógico no nosso sentido para a gente reverter a invisibilidade do futebol feminino de futebol”, complementa a autora do projeto de lei.

O projeto recebeu nas redes sociais o apoio da primeira goleira de handebol da seleção brasileira, Margareth Piorezan, a Meg. “Está aqui o meu apoio. E Maringá, para quem não sabe, sediou o primeiro campeonato sul-americano de futebol feminino, em 1991, no estádio Willie Davids, alguns jogos em cidades nos arredores”, relembra Meg.

Ouça a reportagem completa na CBN Maringá.

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