Bombeiros orientam para cuidados nas prainhas do noroeste neste fim de ano

Com a chegada das festas de Natal e Ano Novo, deveremos ter um maior número de veículos nas rodovias que levam até as prainhas da região noroeste do Paraná. Muitas pessoas irão para locais como, por exemplo, Porto Rico, Porto São José e Porto Maringá.
Além das festas tradicionais, existe uma mistura que pode ser perigosa: bebidas e banho no rio.
Para que não se tenha registro de acidentes, o Corpo de Bombeiros conta com 54 homens que farão o trabalho de segurança. Os guarda-vidas estarão nos postos até o início do mês de março do ano que vem, como explica o tenente Victor Kamey do Corpo de Bombeiros de Paranavaí.
“No final de ano, como normalmente acontece, o Corpo de Bombeiros está presente nas prainhas de Porto Rico, Porto São José e Porto Maringá, fazendo a prevenção das atividades aquáticas. [O Corpo de Bombeiros] está presente em nove postos desses três portos, sempre dentro das 8h às 19h. Então, nesse período, estaremos lá fazendo a prevenção e segurança dos banhistas que querem aproveitar esse período do final de ano até a semana do carnaval. Então, nossa operação finaliza no dia 1º de março”, disse Victor Kamey.
“Se as pessoas forem para essas regiões, a gente orienta que procurem locais que sejam protegidos por guarda-vidas e evitem misturar álcool com a água. Se for beber bebida alcoólica, não ir se divertir no rio, porque é muito perigoso. E tomar muito cuidado com as crianças também. Essas duas últimas orientações são mais gerais, mais genéricas em relação a tanto se o pessoal for para os portos, quanto se tiver aproveitando na piscinas ou em outras regiões que não possuem corpo de bombeiros atuando na prevenção aquática”, complementou o tenente.
Por conta do curso de formação de Bombeiros que ocorre em Paranavaí e Cianorte, 20 alunos também estarão, todos os dias, nestes locais. Além das crianças, os adultos são o principal ponto de atenção dos Bombeiros por conta da ingestão de bebidas aliadas ao banho nos rios.
O representante do Corpo de Bombeiros de Paranavaí também citou que “Nesse último ano a gente teve, infelizmente, alguns afogamentos que resultaram em óbito, e os três foram de adultos. Foram ali na região de Porto Rico e do Porto Maringá. A gente percebe que a motivação que levou ao óbito desses três casos, não foram em áreas em que estavam os guarda vidas. Então, foram no meio do rio, basicamente, em áreas distantes dos nossos postos, e foram momentos em que a pessoa, em descuido, pulou da lancha para aproveitar, para se refrescar. Por falta do colete também, da boia ou qualquer material flutuante acabou se afogando e indo a óbito. A gente percebe que isso muito se dá a esse descuido, a essa imprudência em aproveitar em regiões com correnteza”.
O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná vai atuar com efetivo de 919 profissionais, entre bombeiros militares e guarda-vidas civis nesta temporada, tanto nas prainhas quanto no litoral paranaense. O objetivo é reforçar as ações de prevenção e salvamento durante o Verão Maior Paraná, que teve início neste sábado, 17.
E em caso de acidentes onde não exista a presença de guarda-vidas, o tenente Victor Kamey faz algumas orientações importantes aos banhistas.
“A gente sempre orienta para que forneça, as pessoas que saibam nadar, [um objeto flutuante]. Primeiro que, se não souber nadar, não entre na água, porque pode se tornar uma outra vítima. E, se souber nadar, a gente orienta que não faça o salvamento próximo, mas que ofereça material flutuante primeiro. Porque o primeiro reflexo das pessoas que estão se afogando é empurrar qualquer pessoa ou qualquer coisa que esteja próxima para baixo para tentar ficar para cima, num ato de desespero”, disse Kamey.
“Então, a gente vê que é muito comum quando uma pessoa está se afogando e a outra tenta salvar, as duas acabarem se afogando, mesmo que essa segunda saiba nadar muito bem, por conta desse reflexo que a gente tem quando está se afogando. Então, a primeiro coisa, numa certa distância, é oferecer material flutuante para que essa pessoa consiga primeiro se acalmar e depois, sim, trazê-la numa área segura”, afirmou o tenente.
