Descobrindo a UEM: Conheça a história da universidade, eleita como a melhor do PR

São vários os rankings que colocam a Universidade Estadual de Maringá (UEM) como protagonista no ensino superior. Em 2021, a instituição já havia levado o título de melhor universidade estadual do Paraná, de acordo com o Latin America University Rankings. Esse ano, a universidade melhorou seu desempenho em 13, 7% em relação ao ranking do ano anterior, e foi classificada em 45º lugar entre 197 universidades da América Latina. No Brasil, a UEM ocupa a 26ª posição entre as outras instituições do País. No entanto, você tem curiosidade de saber um pouco da história da instituição? Como tudo começou e o que foi necessário para criar uma universidade que foi fundamental para o crescimento da cidade? O GMC Online, com informações do Maringá Histórica, juntou as partes mais importantes dessa trajetória.
Ao contrário do que muitos pensam, a UEM não foi a primeira instituição de ensino superior a existir na cidade. Existiam 3 estabelecimentos: A faculdade Estadual de Ciências Econômicas, localizada no prédio do atual Instituto de Educação Estadual de Maringá; a Faculdade Estadual de Direito, com sedes em diversos lugares, entre estes o Colégio Regina Mundi; e a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, no Colégio Marista.

Essas faculdades juntas ofereciam 7 cursos. Mas conforme o crescimento populacional, as demandas por profissionalização aumentaram e, em 1964, uma campanha foi iniciada para a criação da Universidade do Vale do Ivaí. Uma comissão foi criada para discutir a ideia, que no final da década foi de encontro com a política de interiorização do ensino superior do Paraná, do Governo Estadual, porque, até então, o Estado contava apenas com uma universidade federal.

Em 1968, foi constituída a comissão de planejamento da universidade, que desenvolveu um documento que ressalta as razões para a criação da instituição, para que fosse entregue ao governador. Um ano depois, o então prefeito, Adriano José Valente, criou o grupo para a implantação da universidade. Mediante as implicações do poder público e da comunidade, a UEM foi criada no final daquele ano.


A partir disso, a ascensão da cidade começou rapidamente. Maringá passou de uma cidade de “velho oeste” para um desenvolvido centro urbano, o que justificava ainda mais a presença da universidade.


A Lei Estadual, número 6034, autorizou a criação da UEM, e deu espaço também para a fundação da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).


Porém, havia uma questão: a gratuidade do ensino. Até 1986, a universidade cobrava uma taxa de anuidade para todos os estudantes. Não demorou muito para que movimentos internos, formados majoritariamente por graduandos, se questionassem sobre isso.

Por meio de greves, protestos e manifestações, a comunidade estudantil conquistou o direito ao ensino gratuito, em 1987, e a Lei Estadual 8685 autorizou o poder executivo a instituir a gratuidade do ensino em todas instituições superiores mantidas pelo estado do Paraná.
Essas reivindicações caminharam também para a implantação de políticas de permanência estudantil, como a criação do Restaurante Universitário. Ele começou a operar em 1979, e oferece refeições de qualidade a preços subsidiados. Hoje em dia, o almoço para os estudantes custa R$ 5,00. O RU também é um espaço para confraternizações, encontros e é sede de movimentos e eventos políticos.

Em 1986, a UEM expandiu seu campus para a cidade de Cianorte, oferecendo os cursos de Pedagogia e Ciências Contábeis. Assim, em 1991, também houve a implantação de um campus em Goioerê, com os cursos de Engenharia Têxtil e Licenciatura plena em Ciências. Hoje em dia, a universidade tem instalações em diversas cidades da região, como Campo Mourão, Umuarama, Diamante de Norte e Ivaiporã.
Como consequência e razão para a criação do curso de Medicina, o Hospital Universitário (HU) foi construído em 1988, juntamente a uma clínica odontológica, para atender a população por meio do SUS.


Desde 1979, a UEM conta com uma grande produção acadêmica de pesquisa. Hoje em dia, existem mais de 100 grupos de pesquisa cadastrados junto ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ). Um dos motivos para que a universidade seja considerada a melhor estadual do Paraná é justamente esse.

Com 52 anos de história, a UEM é um local de formação de lideranças políticas, professores e diversos outros profissionais. Atualmente, a universidade tem quase 20 mil alunos matriculados. No ano de 2022, aproximadamente 3 mil calouros se matricularam na instituição.
