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01 de abril de 2026

Corpos de irmãos vítimas de incêndio em Maringá não têm previsão para serem liberados do IML


Por Iasmim Calixto Publicado 08/11/2023 às 09h12 Atualizado 10/11/2023 às 10h30
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Corpos de irmãos vítimas de incêndio em Maringá seguem no IML. Foto: Reprodução

Os corpos dos irmãos Jean Antônio da Silva, de 12 anos, e Cleber Rogério da Silva, de 7 anos, que morreram vítimas de um incêndio na madrugada de terça-feira, 7, no bairro Parque das Laranjeiras, em Maringá, seguem no Instituto Médico Legal (IML).

Por conta do estado em que os corpos das vítimas se encontram, ainda não foi possível realizar o exame de papiloscopia, tampouco a identificação pela arcada dentária. O material genético dos corpos foi coletado para a realização do exame de DNA, contudo, o processo leva tempo.

Os corpos das crianças só podem ser liberados do IML após identificação oficial, realizada através de métodos científicos.

O CASO

As crianças, que viviam com a avó e mais dois irmãos, dormiam no momento que, por razões ainda desconhecidas, um incêndio começou.

A casa de esquina, localizada na Rua Pioneiro Lívio Olivo, cruzamento com a Rua Paisagista, teve parte completamente tomada pelas chamas. O local onde as crianças dormiam não tinha janelas e o único acesso ao local era por dentro da residência.

Foto: Iasmim Calixto

Equipes do Corpo de Bombeiros e a equipe médica do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas. Quando os socorristas chegaram no local, encontraram uma das vítimas, o irmão de 18 anos, com queimaduras por todo o corpo. 

Paulo Sérgio, tio das crianças, bastante emocionado, contou ao GMC Online que a situação foi desesperadora.

“Eu não tenho a mínima ideia. Não sei se foi carregador do celular que ocasionou, eu não sei. Só sei o transtorno, o desespero, né? A gente tentando socorrer e não poder, porque o fogo já tinha se alastrado. Minha mãe gritando aqui na rua e o meu sobrinho mais velho, que foi queimado, tentou entrar pra salvar os irmãozinhos dele, mas já era tarde, o fogo tava muito alto e não tinha o que fazer mais. Só o desespero, aflição demais, porque a gente vê uma pessoa se agonizando na morte e não poder salvar…Não tem palavra pra descrever, não. Não tem palavra pra descrever”, disse.

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