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02 de fevereiro de 2026

Jornalista foi um dos fundadores do ‘Pasquim’ e se dedicou à MPB


Por Agência Estado Publicado 15/07/2024 às 07h49
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Foto: Reprodução/Instagram/@sergiocabral_filho

O jornalista, escritor e compositor Sérgio Cabral Santos, pai do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, morreu na manhã de domingo, 14, aos 87 anos. O anúncio da morte foi feito pelo político em seu perfil do Instagram, no qual afirmou que o jornalista morreu no hospital, depois de passar três meses internado em uma UTI.

Cabral enalteceu o legado do pai para a capital fluminense, a música, o futebol e a política: “Ele nos ensinou a ser vascaínos, a amar a música, a rejeitar o preconceito, a amar o Rio. Divido com vocês essa dor”, disse. No final da tarde de ontem, ainda não havia informações sobre velório e enterro.

Nascido em 1937 na zona norte do Rio, no bairro de Cascadura, Cabral iniciou a carreira como repórter do Diário da Noite. Foi um dos fundadores do jornal O Pasquim e editor de jornais e revistas. Escreveu biografias de artistas do samba e da música popular brasileira, como Pixinguinha, Nara Leão, Ary Barroso e Tom Jobim.

Na década de 1960, cobriu os desfiles de escolas de samba, tornando-se depois jurado e comentarista das apresentações, considerado um dos mais rigorosos e preparados da história do carnaval carioca. Desses trabalhos resultou um dos seus livros mais importantes, As Escolas de Samba do Rio de Janeiro, publicado em 1974 e relançado em 1996.

Também atuou como compositor (assinando, em parceria com Rildo Hora, Visgo de Jaca, que ficou famosa na voz do cantor Martinho da Vila) e produtor musical. Com Hora, criaria outros sucesso, como Janelas Azuis, Velha-Guarda da Portela e Os Meninos da Mangueira.

Assim como o filho, também fez carreira na política: foi vereador do Rio de Janeiro por três legislaturas, entre 1983 e 1993; secretário municipal de Esportes e Lazer, entre 1987 e 1988; e conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro até os 70 anos.

Missão

Em entrevista ao Estadão, em 2001, quando lançou Nara Leão – Uma Biografia, ele falou de como entendia seu trabalho como jornalista e escritor e a ênfase que colocou, em sua atividade como pesquisador, na música brasileira.

“Como pesquisador, tenho a pretensão de contar a história da música brasileira através de seus protagonistas”, começou. “O brasileiro não preserva sua memória como os americanos fazem. Nos documentários sobre o jazz, os grandes nomes estão lá, mas como encontrar imagens de Pixinguinha, Jacob do Bandolim e tantos outros tocando? Se contribuir para mudar isso, terei justificado a minha passagem pela Terra.”

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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