Nós usamos cookies para melhorar a sua experiência em nosso site, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao acessar nosso portal, você concorda com o uso dessa tecnologia. Saiba mais em nossa Política de Privacidade.

20 de março de 2026

Mulher lesiona joelho em polichinelo e ganha indenização de academia


Por Metrópoles, parceiro do GMC Online. Publicado 26/02/2025 às 08h53
Ouvir: 00:00

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) condenou uma academia a indenizar em R$ 10 mil uma mulher que lesionou o joelho fazendo polichinelo durante uma aula experimental.

gym-526995_1280
Foto: Pixabay

Má orientação

  • A decisão aponta que a lesão foi causada por má orientação.
  • A aluna, uma assistente social, entrou com processo contra a academia em 2018, alegando que foi até o local para realizar uma aula experimental de treinamento funcional.
  • Durante o aquecimento, o instrutor pediu que a possível cliente, então com 54 anos, fizesse um polichinelo. Ao realizar o exercício, ela sentiu uma forte dor no joelho e caiu.
  • A aluna afirmou que o professor minimizou o fato e recomendou que fosse embora e colocasse gelo na área dolorida dizendo que, no dia seguinte, estaria tudo bem.

A assistente social saiu mancando, foi sozinha para o carro e dirigiu até sua casa. Segundo ela, o instrutor não ofereceu apoio e continuou dando aula normalmente para as outras alunas.

No dia seguinte, a mulher fez uma ressonância magnética, que detectou rompimento no ligamento cruzado. O pedido de indenização se deu porque a aluna teve que pagar 40 sessões de fisioterapia.

A aluna pediu, ainda, indenização por danos morais e por lucros cessantes, já que, sendo funcionária pública, o período de licença médica afetava a contagem de tempo funcional e adicionais de serviço, além de impossibilitar os plantões extras.

A academia se defendeu afirmando que presta um atendimento individualizado e personalizado com profissionais educadores físicos e fisioterapeutas capacitados. Segundo a empresa, não se tratava de uma aluna, pois a assistente social não se matriculou, firmou contrato de prestação de serviços ou realizou qualquer pagamento à academia.

Segundo o estabelecimento, não existe obrigação da parte de academias ou espaços de atividades físicas de realizar qualquer tipo de avaliação médica prévia para o ingresso dos alunos nas aulas ofertadas. Sendo assim, a empresa alegou que não teve responsabilidade pelo acontecido. No entanto, o TJMG não entendeu dessa forma e condenou o estabelecimento.

Decisão

O relator, desembargador Baeta Neves, considerou que os prejuízos na carreira da funcionária pública não foram devidamente comprovados. Contudo, ficaram demonstradas as perdas materiais relacionadas ao tratamento da lesão no joelho e a necessidade de despesas futuras.

Ele também reconheceu os danos morais. Segundo o magistrado, o fato de se tratar de aula experimental não afasta a responsabilidade da academia. Ele salientou que o usuário desses estabelecimentos tem a expectativa legítima de ali encontrar orientação e assistência, de forma que uma lesão relacionada à atividade desenvolvida nas dependências da academia é de responsabilidade do prestador de serviços. “Evidente o dano moral suportado“, concluiu.

As informações são do Metrópoles.

Pauta do Leitor

Aconteceu algo e quer compartilhar?
Envie para nós!

WhatsApp da Redação
Geral

Mulher tem carro roubado com filho de 2 meses dentro


Uma mulher teve seu veículo roubado, com o filho de 2 meses ainda dentro do carro, na Rua Antonio Cardoso…


Uma mulher teve seu veículo roubado, com o filho de 2 meses ainda dentro do carro, na Rua Antonio Cardoso…

Geral

Área técnica de agência federal defende rompimento de contrato com Enel em SP


A área técnica da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) defendeu nesta quinta-feira, 19, que a autarquia recomende o fim…


A área técnica da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) defendeu nesta quinta-feira, 19, que a autarquia recomende o fim…

Geral

Colégio suspende aulas por aumento de casos de H1N1 entre alunos


O Colégio Ábaco suspendeu as aulas do 7° ano da Unidade Sumaré, em São Paulo, nesta quinta, 19, e sexta-feira,…


O Colégio Ábaco suspendeu as aulas do 7° ano da Unidade Sumaré, em São Paulo, nesta quinta, 19, e sexta-feira,…