Nós usamos cookies para melhorar a sua experiência em nosso site, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao acessar nosso portal, você concorda com o uso dessa tecnologia. Saiba mais em nossa Política de Privacidade.

16 de janeiro de 2026

Deputado que brigou no meio da rua no Paraná apresenta atestado de 7 dias


Por Redação GMC Online Publicado 25/11/2025 às 19h38
Ouvir: 00:00

O deputado estadual paranaense Renato Freitas (PT), que se envolveu em uma briga na área central de Curitiba (PR) na última quarta-feira (19), encaminhou à Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) um atestado médico que o afasta dos trabalhos legislativos por sete dias a partir da data do confronto.

Ele afirma que teve o nariz fraturado na troca de agressões com o jovem Weslley de Souza, após uma desavença em que o deputado e sua companheira, grávida de nove semanas, teriam sido quase atropelados. Segundo o líder da oposição, Arilson Chiorato (PT), Freitas passou por uma cirurgia no nariz nesta segunda-feira (24).

LEIA TAMBÉM: Obras do novo Trevo do Catuaí em Maringá chegam a 85% de execução; veja os detalhes

image
Foto: Reprodução

O afastamento provocou forte reação entre parlamentares nas sessãões desta segunda (24) e terça-feira (25). Oito representações com pedido de punição já haviam sido protocoladas, e a maioria dos deputados que se manifestaram defendeu uma eventual cassação.

O primeiro a falar foi Denian Couto (Podemos), para quem o episódio configurou “uma claríssima quebra de decoro parlamentar”. Ele completou: “Eu só vislumbro um caminho: a punição”.

Tito Barichello (União), Ricardo Arruda (PL) e Fabio Oliveira (Podemos) também cobraram responsabilização. Barichello declarou que “é indiscutível a quebra de decoro parlamentar” e acusou o petista de empregar de forma indevida denúncias de racismo: “Não podemos fazer com que o racismo seja usado por pessoas que praticam violência”. Ele ainda informou que pretende investigar o atestado médico apresentado por Freitas, lembrando que o deputado concedeu entrevista coletiva na sexta-feira (21) e “parecia bem”.

Ricardo Arruda pediu que “sua cassação sirva de exemplo”, enquanto Fabio Oliveira acusou Freitas de mentir nas primeiras versões do caso.

Deputados do PT saíram em defesa do colega. Professor Lemos afirmou que Freitas “tem sido constantemente agredido, provocado, humilhado, desde sua criação, como outras pessoas pobres, negras e das periferias”, e lembrou que a Justiça interveio em outras duas situações em que ele foi punido em legislativos.

Já o deputado Arilson Chiorato, líder da oposição e presidente do PT no Paraná, destacou o “histórico de perseguição” ao deputado e pediu “isenção e responsabilidade” na análise das denúncias.

O caso agora segue para o Conselho de Ética da Assembleia. O deputado Marcio Pacheco (PP) foi escolhido relator do processo que poderá resultar na cassação de Renato Freitas. A definição foi feita pelo presidente do colegiado, Delegado Jacovós (PL), em reunião nesta terça-feira (25). Até o momento, oito representações pedem a cassação do deputado depois da briga de rua.

Após ser nomeado, Pacheco afirmou que fará um trabalho técnico, apesar de ter protagonizado um bate-boca com Freitas em fevereiro durante sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Jacovós, por sua vez, defendeu sua escolha, afirmando que o relator tem isenção para conduzir o processo.

A previsão é que a análise seja concluída apenas em março de 2026. O relator poderá recomendar a continuidade do pedido de cassação ou sugerir punição mais branda. Após a escolha do relator, Arilson Chiorato voltou a defender que o caso não seja politizado. Assim como na segunda-feira, Renato Freitas não participou da sessão desta terça (25). Segundo sua assessoria, o deputado permanece afastado por atestado médico desde o dia da briga.

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) investiga o caso e analisa a prática três ao menos crimesn o caso Renato Freitas, sendo de ameaça, injúria e lesão corporal.

Com informações do TNonline.

Pauta do Leitor

Aconteceu algo e quer compartilhar?
Envie para nós!

WhatsApp da Redação