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12 de janeiro de 2026

Correção – Petros: Prévia de resultados indica rentabilidade de 12,8% em 2025


Por Agência Estado Publicado 12/01/2026 às 20h38
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Na nota publicada anteriormente, faltou informar, na penúltima linha do primeiro parágrafo, que a renda a qual a fundação planeja aumentar as alocações refere-se à renda fixa. Segue a versão corrigida:

A Petros, fundo de pensão dos funcionários da Petrobras, informou, em primeira mão à Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), que registrou rentabilidade prévia de 12,89% em 2025. O resultado ficou acima do objetivo de retorno médio de 9,12% para o ano. A renda fixa impulsionou o resultado, acumulando ganhos de 11,81% no ano, e a renda variável entregou retorno de 31,04%. Para 2026, a fundação planeja aumentar as alocações em renda fixa e eliminar o limite mínimo de alocação em renda variável, conforme as Políticas de Investimentos aprovadas em 2025.

Todos os planos superaram seus objetivos de retorno no acumulado do ano. O PP-2, maior plano de contribuição variável do país, somou alta de 15,24% até dezembro, ante o objetivo de 9,19%.

Políticas de investimento

As Políticas de Investimento para os próximos cinco anos, aprovadas no fim de novembro pelo Conselho Deliberativo, preveem que a estratégia de imunização, que apoiou o bom desempenho em 2025, será ampliada nos maiores planos de benefício definido – PPSP-R e PPSP-NR – a fim de fortalecer os resultados desses planos. A estratégia consiste na compra de títulos públicos com taxas superiores à meta atuarial, alinhando o vencimento desses papéis às obrigações dos planos.

A fundação também seguirá com a imunização da parcela de benefício definido do PP-2, maior plano de contribuição variável do país, reforçando a concentração em títulos públicos federais marcados na curva. Nos planos de contribuição definida (CD) e contribuição variável (CV), além da proteção do patrimônio, a estratégia também está direcionada para a diversificação.

Para 2026, a fundação avalia que na renda fixa, que representa a maior parte dos investimentos da Petros (83%), os títulos públicos permanecem atrativos, apesar da perspectiva de início do ciclo de corte dos juros. Nos planos maduros (PPSP-R e PPSP-NR), com maioria dos participantes em fase de recebimento de benefícios, o objetivo é aumentar ainda mais a exposição à renda fixa, que, atualmente, representa 88% das carteiras de investimentos desses planos.

Em renda variável, segmento que representa 6,5% dos investimentos da Petros, a novidade será a retirada do limite mínimo de alocação, permitindo maior flexibilidade na gestão para proteção em cenários adversos.

No segmento imobiliário, que corresponde a 3% dos investimentos, a Petros manterá a estratégia de redução da vacância dos empreendimentos. Também planeja se manter atenta a oportunidades de venda de ativos que não se enquadrem no perfil da fundação. “Nos planos mais jovens ou em fase de acumulação de recursos, continuaremos com a estratégia de alocação em FIIs líquidos negociados em Bolsa para diversificação dos portfólios”, disse a entidade em nota.

Para os investimentos estruturados, com uma fatia de 4% da carteira consolidada, permanece a vedação a novas alocações em Fundos de Investimentos em Participações (FIP), Certificados de Operações Estruturadas (COE), Private Equity e Venture Capital.

O compromisso é tornar a gestão dos ativos existentes mais eficiente e buscar oportunidades de desinvestimento, reduzindo a exposição a ativos ilíquidos e reforçando a liquidez das carteiras, conforme a Petros.

Já os fundos multimercados seguirão fazendo parte da carteira de investimento dos planos mais jovens, pois oferecem flexibilidade na gestão, diversificação de riscos e potencial de retorno acima dos índices tradicionais em diversos cenários econômicos.

Em relação aos investimentos no exterior, que funcionam como estratégia de proteção das carteiras, para o próximo ciclo, a Petros informou que manterá as alocações em ativos globais. Atualmente, essa modalidade de investimento responde por 0,5% dos investimentos, fatia que pode ser ampliada em planos com maior exposição ao risco de mercado doméstico.

“Nosso objetivo é ampliar a proteção dos investimentos e buscar a melhor relação risco/retorno, por meio de diferentes classes de ativos, garantindo resultados consistentes no longo prazo”, disse em nota Gustavo Gazaneo, diretor de Investimentos da Petros. Marcelo Farinha, presidente da Petros, complementou: “Mais do que perseguir resultados imediatos, buscamos garantir segurança e equilíbrio ao longo do tempo, mantendo o foco no participante, na sustentabilidade dos planos e na perenidade da entidade.”

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