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17 de janeiro de 2026

Entenda por que multinacional com 9 mil funcionários vai fechar fábrica no Brasil após 70 anos


Por Redação GMC Online Publicado 17/01/2026 às 08h17
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Após mais de sete décadas de operação no Brasil, a multinacional Isover, do Grupo Saint-Gobain, anunciou o encerramento definitivo das atividades industriais de sua fábrica em Santo Amaro, na zona Sul de São Paulo. A unidade, especializada na produção de materiais de isolamento térmico e acústico, terá a produção interrompida até julho de 2026, conforme acordo firmado com o Ministério Público e a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).

A decisão marca o fechamento de uma das plantas mais antigas da empresa no país e ocorre após anos de denúncias ambientais feitas por moradores da região. Segundo o Estadão, o Grupo Isover confirmou a assinatura do Termo de Ajuste de Conduta (TAC), que estabelece prazos para o encerramento das operações industriais no local.

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Foto: Pedro Kozlakowski/Movimento Respira Santo Amaro

Presente em 39 países, a Isover emprega mais de 9 mil funcionários em todo o mundo e mantém cerca de 60 fábricas distribuídas em 28 nações. No Brasil, o fechamento da unidade paulista deve impactar diretamente mais de 100 famílias de trabalhadores, além de milhares de empregos indiretos ligados à cadeia produtiva.

Reclamações ambientais motivaram o fechamento

O encerramento da fábrica está diretamente ligado a reclamações recorrentes de moradores do entorno, que relataram episódios de poluição atmosférica, com emissão de fumaça densa, forte odor e ruídos constantes. As denúncias apontavam impactos à saúde e à qualidade de vida da população local.

Entre os principais problemas relatados estão:

  • dificuldade para respirar;
  • ressecamento e irritação da pele;
  • ardência nos olhos;
  • incômodo causado por barulho frequente, sobretudo durante a madrugada.

As queixas levaram à abertura de investigações por parte do Ministério Público, após uma petição protocolada por moradores junto à Cetesb em março de 2023, solicitando a suspensão das emissões poluentes.

Prazos definidos no Termo de Ajuste de Conduta

De acordo com o TAC firmado em 22 de dezembro, a produção de lã de vidro deverá ser encerrada até 4 de julho de 2026. Já o forno de fusão de vidro — apontado como a principal fonte das emissões atmosféricas — deverá ter seu funcionamento interrompido até 31 de julho do mesmo ano.

Com isso, a unidade deixará de exercer qualquer atividade industrial e passará a operar exclusivamente como centro de distribuição dos produtos fabricados em outras plantas do grupo.

Os materiais produzidos pela Isover são amplamente utilizados em setores como construção civil, indústria automotiva, agronegócio e infraestrutura de data centers.

A vereadora Renata Falzoni (PSB), uma das principais articuladoras do processo, avaliou a decisão como um avanço importante para a região. Nos últimos dez meses, foram realizadas audiências públicas e reuniões envolvendo moradores, órgãos ambientais e representantes dos governos municipal e estadual.

Durante esses encontros, moradores relataram que a fábrica operava de forma contínua, inclusive no período noturno, liberando fumaça visível pela chaminé e odores intensos. Nos últimos dois anos, a Cetesb aplicou multas e advertências à empresa em razão das irregularidades constatadas.

O que diz a Isover, empresa do Grupo Saint-Gobain

Em nota enviada ao Estadão, o Grupo Isover afirmou que opera no local há mais de 70 anos “em conformidade com a legislação e atendendo aos critérios de sustentabilidade e segurança da saúde humana estabelecidos por entidades nacionais e internacionais”.

A empresa informou ainda que implementou um Plano de Melhoria Ambiental, com investimentos em:

  • Isolamento acústico;
  • Tecnologias para reduzir a emissão de vapor de água;
  • Programas de comunicação com a comunidade local.

Segundo a companhia, o período de seis meses previsto no acordo será utilizado para mitigar os impactos sociais da desativação.

Até o encerramento definitivo das atividades, o TAC determina que a empresa faça a gestão adequada das áreas contaminadas, incluindo o tratamento e a destinação correta dos resíduos existentes. O futuro da área ainda será discutido entre as autoridades e a comunidade.

Com informações do ND+

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