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18 de janeiro de 2026

Por que o Paraná enfrenta tornados e temporais? Veja previsão

O padrão atmosférico indica que novas frentes frias ainda devem avançar pelo Paraná ao longo do verão e início do outono


Por João Victor Guirado Publicado 18/01/2026 às 09h04
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O Paraná vem enfrentando um período de forte instabilidade climática marcado pela passagem de frentes frias intensas, sistemas de baixa pressão e tempestades severas. Esse cenário tem provocado mudanças bruscas de temperatura, volumes elevados de chuva e ventos extremos, criando condições favoráveis para a ocorrência de fenômenos raros no estado, como tornados. 

Órgãos como o Simepar e o Inmet têm emitido alertas frequentes para o risco de temporais, principalmente nas regiões oeste, centro-sul e metropolitana de Curitiba.

Tornados recentes acendem alerta no Estado

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Passagem de tornado devastou Rio Bonito do Iguaçu. Foto: Jonathan Campos/AEN

A instabilidade ganhou destaque nacional após os tornados registrados em novembro de 2025, quando uma frente fria associada a um ciclone extratropical avançou pelo Sul do Brasil. Na ocasião, municípios como Rio Bonito do Iguaçu, Guarapuava e Turvo sofreram danos severos.

Segundo informações divulgadas pelo Simepar e repercutidas por portais como G1, Reuters e France 24, ao menos três tornados foram confirmados no Paraná naquele episódio.

O caso mais grave foi registrado em Rio Bonito do Iguaçu, onde o fenômeno foi posteriormente classificado como F4 na Escala Fujita, com ventos superiores a 300 km/h. O tornado deixou mortos, centenas de feridos e destruição em larga escala, sendo considerado um dos mais intensos já registrados no Brasil.

Novo episódio em 2026 reforça padrão de instabilidade

Em janeiro de 2026, um novo tornado voltou a atingir o estado, desta vez em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. O fenômeno, classificado como F2, ocorreu durante a atuação de um sistema de baixa pressão associado à entrada de ar frio. O evento causou destelhamentos, queda de árvores e deixou milhares de pessoas sem energia elétrica, conforme noticiado pelo G1 e por portais especializados em meteorologia.

Embora de menor intensidade que o ocorrido em novembro, o episódio reforçou o alerta sobre a repetição de eventos extremos em um curto intervalo de tempo.

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Tornado foi registrado em São José dos Pinhais. Foto: Simepar

Qual a relação entre frente fria e tornados?

Meteorologistas explicam que a frente fria é um dos principais gatilhos para esse tipo de instabilidade. Quando uma massa de ar frio avança sobre uma região dominada por ar quente e úmido, ocorre uma rápida elevação do ar quente, favorecendo a formação de nuvens de grande desenvolvimento vertical, conhecidas como cumulonimbus.

Quando essa condição se combina com forte cisalhamento do vento, variação de velocidade e direção dos ventos em diferentes níveis da atmosfera, podem se formar supercélulas, o tipo de tempestade mais associado à ocorrência de tornados. Portais como Terra e Agência Brasil destacam que esse padrão é relativamente comum no Sul do país durante os períodos de transição climática.

Ciclones extratropicais intensificam o fenômeno

Outro fator determinante é a atuação de ciclones extratropicais no litoral sul do Brasil. Esses sistemas reforçam o contraste térmico entre massas de ar e aumentam a instabilidade atmosférica no interior dos estados do Sul. Em novembro de 2025, a combinação entre frente fria e ciclone extratropical foi apontada como decisiva para a severidade das tempestades que atingiram o Paraná.

Até quando esse cenário deve continuar?

De acordo com meteorologistas, cada frente fria atua por poucos dias enquanto atravessa o estado, mas o padrão atmosférico indica que novas frentes frias ainda devem avançar pelo Paraná ao longo do verão e início do outono. Isso significa alternância entre períodos de calor, chuvas intensas e quedas repentinas de temperatura.

Monitoramento e atenção continuam sendo essenciais

Órgãos oficiais reforçam que o acompanhamento das previsões meteorológicas é fundamental, especialmente em dias de alerta para temporais. O Simepar e o Inmet seguem monitorando o avanço das frentes frias e a possibilidade de novos episódios de tempo severo, destacando que informação e prevenção são as principais ferramentas para reduzir riscos à população.

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