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21 de janeiro de 2026

Mulher fica em estado grave após usar remédio ilegal para emagrecer


Por Metrópoles, parceiro do GMC Online Publicado 21/01/2026 às 08h30
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Uma mulher de 42 anos, identificada como Kellen Oliveira Bretas Antunes, está internada em estado grave em um hospital de Belo Horizonte (MG) desde dezembro após aplicar uma injeção para emagrecimento vendida de forma ilegal.

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Foto: Reprodução/Redes sociais

De acordo com familiares, Kellen adquiriu a medicação, vinda do Paraguai, sem prescrição médica e acompanhamento profissional. Após a aplicação, ela passou a sentir dores abdominais. Com o passar dos dias, o quadro evoluiu para complicações neurológicas, que resultaram em paralisia total.

A medicação utilizada é conhecida como Lipoless. O produto não possui registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e é apontado como um suposto análogo da tirzepatida, substância presente em medicamentos como o Mounjaro, indicado para tratamento de diabetes e também associado à perda de peso.

O Lipoless é contrabandeado do Paraguai e comercializado de forma irregular no Brasil, geralmente em “canetas” ou ampolas, sem qualquer garantia de segurança, eficácia ou procedência.

Proibição da Anvisa

  • Em novembro, a Anvisa informou que suspendeu a circulação de diversas canetas emagrecedoras que foram divulgadas na internet, mas não têm qualquer registro sanitário no Brasil.
  • Segundo o órgão, sem essa avaliação, não há comprovação de qualidade, eficácia ou segurança, o que impede fabricação, venda, importação e divulgação desses produtos.
  • A decisão envolve itens apresentados como agonistas de GLP 1, usados para fins estéticos e vendidos de forma irregular. Entre eles estão T.G. 5, Lipoless, Lipoless Eticos, Tirzazep Royal Pharmaceuticals e T.G. Indufar.
  • A Anvisa explicou, em nota, que a proibição foi impulsionada pela ampla oferta desses produtos em redes sociais e plataformas digitais, prática que não é permitida para medicamentos no país.
  • Os medicamentos citados não têm autorização para serem fabricados ou vendidos no Brasil e, mesmo em importações pessoais, passam a ter o ingresso barrado.
  • A regra vale mesmo quando o paciente tem prescrição médica, já que a proibição específica impede a entrada por qualquer modalidade.

Há suspeita de que Kellen tenha desenvolvido a Síndrome de Guillain-Barré, uma doença neurológica rara e grave, de origem autoimune. A condição ocorre quando o sistema imunológico ataca os nervos periféricos, provocando sintomas como formigamento, dormência e fraqueza muscular. Em casos mais severos, a síndrome pode evoluir para paralisia, afetando braços, pernas, músculos da face e funções como deglutição e respiração.

Clique aqui e leia a reportagem completa no Metrópoles, parceiro do GMC Online. 

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