Fiscalização vistoria 30 lava a jatos e encontra maioria irregular em Maringá

A Prefeitura de Maringá realizou nesta quinta-feira, 22, a sexta ação integrada de fiscalização em estabelecimentos do setor de lava a jato no município. A iniciativa ocorreu em parceria com a Sanepar e a Agência Maringaense de Regulação (AMR) e tem como objetivo orientar os empreendedores quanto à regularização e ao cumprimento das normas ambientais.
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Durante a ação, as equipes de fiscalização ambiental vistoriaram 30 estabelecimentos com registro ativo. Desses, cinco não foram localizados nos endereços informados ou já haviam encerrado as atividades. Outros dez não exercem a atividade de lava a jato descrita no cadastro do alvará.
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Dos endereços visitados, apenas 15 funcionavam efetivamente como lava a jato. Entre eles, somente três estavam totalmente regulares, com alvará de funcionamento, carta de anuência da Sanepar e licenciamento ambiental. Outros quatro estavam em processo de licenciamento e oito foram notificados para regularização.
Ainda segundo o levantamento, três dos estabelecimentos vistoriados contam com sistema de captação e reuso de água da chuva, demonstrando a adoção voluntária de práticas sustentáveis.
De acordo com o diretor-presidente do IAM, José Roberto Behrend, a ação tem caráter principalmente orientativo. “O objetivo é orientar os empreendedores quanto à regularização ambiental, ao cumprimento das normas vigentes e à adoção de boas práticas ambientais, considerando o potencial poluidor da atividade, que envolve uso intensivo de água e geração de efluentes com óleos, graxas e resíduos sólidos, com riscos diretos aos recursos hídricos urbanos”, explicou.
O diretor também destacou que o município mantém fiscalização contínua no setor. Apenas em 2024, foram realizadas cinco ações integradas semelhantes, e o trabalho seguirá ao longo de 2025, com vistorias em todos os estabelecimentos com registro ativo.
Neste ano, já foram realizadas 187 vistorias efetivas, incluindo 15 abordagens de ofício. Do total, 21 estabelecimentos estavam regulares, enquanto 90 foram notificados para apresentação de licença ambiental. Outros 76 locais vistoriados não exerciam atividade de lavagem de veículos, apesar do cadastro ativo. Entre os estabelecimentos fiscalizados em 2025, 15 possuíam sistema de captação e reuso de água da chuva.
