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24 de janeiro de 2026

O fim dos orelhões: Maringá ainda tem 142 aparelhos espalhados pela cidade; entenda


Por Thiago Danezi Publicado 24/01/2026 às 13h46
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Foto: Suely Sanches | Colaboração

Os tradicionais telefones públicos, conhecidos como orelhões, serão extintos no Brasil até o fim de 2028, conforme decisão anunciada nesta semana. A rede, que já contou com mais de 1,5 milhão de aparelhos em todo o país, hoje possui cerca de 30 mil unidades, reflexo do avanço da telefonia móvel e da internet.

De acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), aproximadamente nove mil orelhões continuarão ativos apenas em localidades onde não há cobertura mínima de sinal 4G, garantindo o acesso básico à comunicação. A maioria desses aparelhos está concentrada no estado de São Paulo.

Em Maringá, no entanto, a realidade é diferente. O Portal GMC Online entrou em contato com a operadora Oi, responsável pela concessão dos orelhões no município, e a empresa informou que existem 142 estruturas físicas espalhadas pela cidade, mas nenhum aparelho está em funcionamento. Segundo a operadora, “não existe nenhuma localidade COLR vinculada ao município de Maringá”, ou seja, não há obrigação de manter o serviço ativo.

Ao Portal GMC Online, o gerente de Controle de Obrigações de Universalização e de Ampliação do Acesso da Anatel, Marcos Paulo Carozza, explicou que os orelhões fizeram parte da política de universalização da telefonia fixa por décadas, mas perderam relevância com a popularização dos celulares e da internet. Ele destacou ainda que, como contrapartida à adaptação dos contratos de concessão, que se encerram em 2025, as operadoras assumiram o compromisso de manter os orelhões apenas em áreas sem serviços substitutos até 31 de dezembro de 2028.

Nessas localidades específicas, as chamadas realizadas nos orelhões deverão ser gratuitas, tanto para ligações locais quanto de longa distância, para telefones fixos ou celulares. Já os aparelhos considerados não obrigatórios poderão ser retirados mediante solicitação dos usuários às operadoras ou por meio de reclamação junto à Anatel.

Com a extinção gradual dos orelhões, a Anatel reforça que as concessionárias assumiram compromissos de investimento em infraestrutura, como ampliação de redes de fibra óptica, instalação de antenas 4G, expansão da telefonia móvel, conectividade em escolas públicas e construção de data centers.

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