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31 de janeiro de 2026

Paraná tem ‘cidade fantasma’ com cenário digno de filme; entenda o que aconteceu


Por Thiago Danezi Publicado 31/01/2026 às 08h44
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Foto: Lolo Bolado / Reprodução / Youtube

Quem passa hoje pela antiga Vila da Copel, em Antonina, no litoral do Paraná, encontra um cenário que parece ter saído de um filme: ruas vazias, casas abertas, móveis abandonados e a vegetação avançando sobre construções. O local, que já abrigou dezenas de famílias, se transformou em uma espécie de “cidade fantasma” em meio à Mata Atlântica.

A vila foi construída nos anos 1960 para atender engenheiros, operários e funcionários envolvidos na construção da Usina Hidrelétrica Governador Pedro Viriato Parigot de Souza. A usina entrou em operação em 1971 e é considerada a maior central hidrelétrica subterrânea do Sul do Brasil, com potência instalada de 260 megawatts.

Na época, o espaço funcionava como uma pequena cidade planejada. Ao todo, eram 42 casas, além de hotel, alojamentos, escola, igrejas, piscina, ginásio esportivo e áreas de convivência, garantindo moradia e estrutura completa aos trabalhadores e suas famílias.

Com a conclusão das obras e, ao longo dos anos, mudanças na operação da usina, aposentadorias e transferências de funcionários, a vila perdeu sua função original. O esvaziamento foi gradual e não ocorreu de forma repentina.

Por se tratar de moradia temporária vinculada ao trabalho, os moradores deixaram o local conforme as atividades foram sendo encerradas, retornando para suas cidades de origem.

Estruturas permanecem com objetos e móveis

Mesmo após anos de desocupação, muitas construções ainda guardam objetos do cotidiano, como móveis, documentos e equipamentos antigos. Em prédios que serviam como hospedarias e alojamentos, é possível encontrar camas, armários e geladeiras enferrujadas. O cenário reforça a sensação de um lugar “congelado no tempo”, onde a saída dos moradores não foi acompanhada da retirada completa dos pertences.

Sem manutenção regular, a vegetação tomou conta do espaço. Árvores e plantas cresceram entre casas, quadras esportivas e calçadas, enquanto infiltrações, telhados danificados e janelas quebradas aceleraram a deterioração das estruturas. O contraste entre o verde da mata e o concreto das construções abandonadas transformou a vila em um cenário que lembra produções cinematográficas de ambientação pós-apocalíptica.

O que ainda funciona no local

Atualmente, apenas a escola segue em funcionamento, operando como o Colégio Estadual Hiram Rolim Lamas. Algumas poucas residências ainda são ocupadas, mas a maior parte da vila permanece abandonada.

Entre memórias do passado e o avanço da natureza, a antiga Vila da Copel se tornou um registro físico de uma fase importante do desenvolvimento energético do Paraná — e um retrato de como comunidades inteiras podem surgir e desaparecer em poucas décadas.

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