Djokovic não desiste do 25º Grand Slam e brinca com Alcaraz: ‘Nos veremos nos próximos 10 anos’
Recordista de conquistas no Australian Open, com 10 taças, e maior vencedor de torneios de Grand Slams na história, ao lado da australiana Margaret Court – 24 cada um -, Novak Djokovic se mostrou conformado com a derrota para Carlos Alcaraz na decisão deste domingo e espera continuar dando trabalho ao espanhol e ao italiano Jannik Sinner, a quem derrotou na semifinal, que dominaram os últimos nove majors.
Aos 38 anos, o sérvio enalteceu seu desempenho na Austrália e afirmou que continua na briga pelo 25º título de Grand Slam. “Sempre acredito que posso. Caso contrário, eu não estaria competindo”, disse Djokovic, após a partida, ao ser questionado se acredita que pode conquistar outro major.
“É ótimo ter conseguido vencer o Jannik em cinco sets e ter lutado bravamente contra o Carlos em quatro sets apertados. Continuo decepcionado com a forma como me senti no segundo e terceiro sets, depois de um começo incrível. Eu estava me sentindo ótimo e, de repente, as coisas mudaram”, lamentou durante a entrevista coletiva.
Apesar da derrota, o atual número 4 do ranking da ATP – que passará o alemão Alexander Zverev na lista que será divulgada nesta segunda-feira, assumindo o terceiro posto – mostrou orgulho de seu desempenho no Melbourne Park nas últimas duas semanas.
“É o que é. Isso é o esporte, mas, claro, quando você traça uma linha e avalia o que aconteceu nas últimas semanas, é uma conquista incrível para mim ter chegado à final, ter ficado a poucos sets de talvez ganhar um campeonato. É claro que, depois de uma derrota, a sensação é amarga. Mas, mesmo assim, tenho de me contentar com este resultado.”
Mesmo sem vencer um Grand Slam desde o US Open de 2023, o sérvio explicou que tem se afastado da pressão dos torneios de elite e que chegar nos torneios sem o peso do favoritismo ajuda a motivá-lo. “Diminuí minhas expectativas nos últimos dois anos, o que também me permite me livrar de parte desse estresse adicional desnecessário”, comentou. “Também é bom não ser sempre o grande favorito para vencer os Grand Slams. Dá motivação extra, principalmente nas últimas rodadas do torneio.”
Ainda em quadra, Djokovic tentou não demonstrar abatimento com o vice e esbanjou simpatia em seu discurso. Ele agradeceu o apoio da torcida australiana na final, disse a Rafael Nadal que era “estranho vê-lo aí (na arquibancada) e não na quadra” e fez vários elogios a Alcaraz.
“O que você está fazendo é histórico e desejo-lhe tudo de bom para o resto da sua carreira”, comentou, brincando com a própria longevidade no tênis. “Você ainda é tão jovem e tem tanto tempo pela frente. Tenho certeza de que nos veremos muitas outras vezes nos próximos 10 anos.”
