Onça-parda encontrada em casa de Maringá está saudável e aguarda soltura; veja detalhes

A onça-parda resgatada após ser encontrada em uma residência em área urbana de Maringá nesta semana segue em bom estado de saúde e aguarda a definição do local adequado para a soltura. O animal está sob cuidados no Hospital Veterinário da Unifil, em Londrina, em uma parceria com o Instituto Água e Terra (IAT).
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De acordo com a médica-veterinária da Unifil, Daniele Martina, a fêmea, com aproximadamente um ano e meio de idade, apresenta quadro clínico estável e bons parâmetros de saúde. “Ela está estável, com score corporal bom e dentro dos parâmetros permissíveis. Está tudo ok”, afirmou em entrevista ao GMC Online.
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Segundo a veterinária, antes da soltura é necessário um estudo criterioso para garantir a segurança do animal e aumentar suas chances de sobrevivência. A onça não será solta em Londrina, nem exatamente no local onde foi encontrada, mas sim dentro de um perímetro seguro da região de Maringá, respeitando os chamados corredores ecológicos.
“Esses corredores são áreas onde o animal sabe se locomover, se esconder e caçar. Não podemos simplesmente pegar a onça e soltá-la em qualquer lugar. Ela precisa retornar a uma região onde já tenha familiaridade com o ambiente”, explicou Daniele.
A especialista também esclareceu que o animal não é filhote, mas sim um jovem adulto, capaz de caçar e sobreviver sozinho. “Ela já se vira sozinha, não está mais com a mãe. Provavelmente estava em busca de território quando acabou entrando na área urbana”, disse.
A previsão inicial de soltura chegou a ser cogitada para hoje, mas a veterinária reforça que não há um prazo fechado. A definição depende de análises técnicas feitas em conjunto com o IAT, que avalia o melhor local, logística e acesso à área. “Às vezes é preciso caminhar quilômetros mata adentro carregando a caixa de transporte. Não é simplesmente chegar à beira da mata e soltar”, destacou.
A onça-parda foi resgatada sem ferimentos após ser avistada por uma moradora, que acionou o Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA). Desde então, o animal passa por avaliações veterinárias e segue em observação até que a soltura seja realizada com segurança. A equipe responsável informou que, assim que o procedimento for concluído, uma nova atualização oficial será divulgada.
