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10 de fevereiro de 2026

Dono de imobiliária é preso em Maringá por denúncias de golpes que podem passar de R$ 1 milhão


Por Thiago Danezi Publicado 10/02/2026 às 18h36
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Foto: Delegacia de Estelionato de Maringá

O proprietário da Imobiliária Facilita Ingá foi preso preventivamente na tarde desta terça-feira, 10, em Maringá. A prisão, válida por 30 dias, foi decretada pela Justiça a pedido da Polícia Civil, que investiga uma série de denúncias envolvendo prejuízos que, segundo a polícia, pode ultrapassar R$ 1 milhão.

De acordo com as investigações, ao menos dez vítimas já foram formalmente identificadas, todas relatando prejuízos financeiros em negociações realizadas por meio da empresa. O investigado não é natural de Maringá e possui registros e inquéritos em andamento no Mato Grosso do Sul por práticas semelhantes.

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Segundo o delegado Fernando Garbelini, responsável pelo caso, a prisão preventiva foi solicitada com base na reiteração criminosa e na necessidade de garantir a ordem pública.

“Essa prisão foi pedida a partir da reiteração criminosa, sob o argumento de garantia da ordem pública. Nas últimas semanas, percebemos uma grande quantidade de registros, e a imobiliária continuava funcionando, o que poderia resultar em novas vítimas”, explicou o delegado.

As denúncias vieram à tona no início de fevereiro, quando um grupo de pessoas procurou a polícia alegando ter sido lesado em negociações conduzidas pela Imobiliária Facilita Ingá. Entre as vítimas está a jornalista Cristina Calixto, que relatou não receber há quatro meses o aluguel de um imóvel no Centro de Maringá, com prejuízo estimado em quase R$ 50 mil, além do envio de um comprovante falso de depósito.

Outro empresário afirmou ter repassado R$ 215 mil como sinal para a compra de dois apartamentos sem receber qualquer documentação que comprovasse a negociação. Já Gustavo Lima relatou que vendeu um apartamento por intermédio da imobiliária, mas recebeu apenas parte do valor, além de ter sido convencido a investir R$ 10 mil com promessa de retorno mensal de 10%, recebendo de volta apenas R$ 2 mil.

De acordo com Garbelini, a forma de atuação variava conforme o perfil da vítima.

“São situações diferentes, todas relacionadas à imobiliária. Dependendo da vítima, a abordagem era distinta. Ele oferecia parcerias de investimento, resolução de documentação ou se apropriava de valores que deveriam ser repassados”, afirmou.

A Polícia Civil instaurou, até o momento, dez inquéritos, mas não descarta o surgimento de novas vítimas nos próximos dias. O investigado ainda não foi ouvido formalmente. Até o fechamento desta reportagem, o Portal GMC Online não havia conseguido identificar ou localizar a defesa do proprietário da imobiliária para comentar o assunto.

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