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12 de fevereiro de 2026

Estudo revela a melhor dieta para viver bem e saudável após os 70 anos


Por Metrópoles, parceiro do GMC Online Publicado 12/02/2026 às 08h13
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Chegar à velhice sem doenças graves, com boa memória e independência física pode depender menos de genética do que se imaginava. O prato do dia a dia parece ser o grande diferencial. Um grande estudo internacional, publicado na revista Nature Medicine, acompanhou mais de 100 mil pessoas por três décadas e identificou um padrão alimentar associado ao chamado “envelhecimento saudável”.

envelhecimento
Foto: Reprodução

Os pesquisadores avaliaram quem alcançou os 70 anos sem doenças crônicas importantes, mantendo cognição, mobilidade e saúde mental preservadas. Apenas 9,3% atingiram esse nível de saúde — e quase todos seguiam um mesmo modelo alimentar ao longo da vida adulta.

O padrão que mais se destacou foi o AHEI (Alternative Healthy Eating Index), uma dieta baseada principalmente em alimentos naturais de origem vegetal, contando com peixes, laticínios e gorduras boas. Pessoas que seguiram esse padrão tiveram 86% mais chance de chegar aos 70 anos em bom estado de saúde.

Quais alimentos fazem a diferença?

  • Verduras verde-escuras diariamente
    Espinafre, rúcula, couve e outras folhas aparecem como protagonistas. O consumo frequente está ligado à redução do risco de diabetes e melhor funcionamento metabólico ao longo do envelhecimento.
  • Frutas inteiras, não suco
    Quatro porções por dia se associaram a menor incidência de doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer. A forma inteira é importante porque evita picos de glicose que o suco pode causar.
  • Grãos integrais
    Aveia, quinoa, cevada e arroz integral foram relacionados à menor ocorrência de doenças cardíacas, diabetes e câncer colorretal.
  • Leguminosas e oleaginosas
    Feijões, lentilhas, grão-de-bico e castanhas ajudam no controle glicêmico e na saúde metabólica, além de contribuírem para saciedade e manutenção da massa muscular com o passar dos anos.
  • Peixes gordurosos
    Salmão, sardinha e cavala fornecem ômega-3, associado à proteção cardiovascular e possivelmente à prevenção de diabetes.
  • Gorduras boas
    Óleos vegetais não refinados, como oliva e abacate, aparecem como substitutos estratégicos das gorduras saturadas, favorecendo coração e metabolismo.

O que reduzir?

  • O estudo também reforça padrões já conhecidos:

Ultraprocessados, bebidas açucaradas, excesso de sódio e carne vermelha processada (como os embutidos) aparecem associados a piores desfechos de saúde no envelhecimento.

Clique aqui e leia a reportagem completa no Metrópoles, parceiro do GMC Online. 

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